(Foto: Rafael Macri)
Mais segurança e voos na região: aeroporto de Maringá ganhará torre de controle ultramoderna
Licitação internacional de R$ 7,65 milhões vai substituir equipamentos tecnológicos dos anos 2000 para acompanhar a expansão da aviação no interior paranaense
Passageiros que viajam pelas rotas comerciais do interior do Paraná poderão contar com operações aéreas muito mais seguras, ágeis e menos sujeitas a interferências ou atrasos causados por limitações técnicas. A Prefeitura de Maringá acaba de iniciar um processo de renovação total nos instrumentos de auxílio à navegação aérea da torre de controle do Aeroporto Regional Sílvio Name Júnior.
Com as novas aquisições, o objetivo primário é garantir uma comunicação à prova de falhas entre os pilotos e os controladores de tráfego, preparando toda a infraestrutura física e digital para suportar o recebimento de aeronaves maiores e de novas frequências de voos.
O peso da modernização para o desenvolvimento regional
A atualização tecnológica das operações de pista e de controle aéreo reflete diretamente no ritmo de crescimento do agronegócio e do setor industrial de todo o Noroeste paranaense. Um terminal com capacidade operacional ampliada e segurança de padrão internacional atrai o interesse imediato de novas companhias aéreas e facilita drasticamente o escoamento rápido de cargas de alto valor agregado e perecíveis.
O fortalecimento dessa malha viária descentraliza a dependência exclusiva de grandes hubs de transporte, como o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, e eleva Maringá a uma posição logística estratégica no Sul do país. Historicamente, os sistemas do aeroporto operavam com hardwares da década de 2000. Atualizar esse maquinário aproxima a cidade do atual ciclo de retomada da aviação comercial, fortemente estimulado por programas de fomento à infraestrutura aeroportuária.
Tecnologia global para superar as limitações do mercado nacional
A complexidade técnica dos sistemas de navegação exigiu uma abordagem mercadológica diferente por parte do município. Para assegurar que os melhores recursos do mundo sejam instalados na torre, a licitação adotou o modelo de concorrência eletrônica com participação aberta a empresas estrangeiras.
O formato não foca exclusivamente no menor preço, mas sim em uma equação criteriosa: a capacidade técnica da empresa fornecedora representa 60% da nota na escolha final, enquanto a proposta financeira compõe os 40% restantes.
A escolha dessa modalidade ocorre porque o mercado brasileiro registra hoje um número muito reduzido de fornecedores aptos e homologados para entregar e instalar ferramentas de controle de tráfego aéreo tão específicas, seguindo o padrão ouro de exigência do setor aéreo mundial.
O diretor-presidente do Aeroporto Regional de Maringá, Gustavo Vieira, detalha a essencialidade desse salto de inovação:
“A modernização representa um avanço importante para o Aeroporto de Maringá e para toda a região. Estamos falando de uma estrutura essencial para garantir que as operações aéreas ocorram com cada vez mais segurança, eficiência e confiabilidade. Trata-se de investir na capacidade do aeroporto de acompanhar o crescimento da cidade e da aviação regional, com infraestrutura e tecnologia compatíveis com as necessidades atuais e futuras de Maringá.”
Quais são as mudanças dentro da torre de comando
A execução do projeto abrange uma reforma meticulosa nos 98,80 metros quadrados da atual torre de comando, sem a necessidade de aumentar a área construída. Os investimentos, que podem atingir o teto de R$ 7.659.464,70, são custeados por meio de repasses do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) e do Programa de Investimentos na Aviação Regional (PINAR), vinculados ao Ministério de Portos e Aeroportos.
As normativas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) são extremamente rígidas quanto aos componentes de monitoramento. Dessa forma, as obras focam nas melhorias da parte elétrica, arquitetônica e climática do ambiente, somadas à aquisição de equipamentos modernos, como:
Sistema de Comunicação por Voz (VCS): Assegura a integridade absoluta da comunicação por áudio, sem ruídos ou quedas, entre os controladores em terra e a tripulação das aeronaves.
Serviço Automático de Informação Terminal (ATIS): Automatiza o envio contínuo de dados meteorológicos e informações operacionais de rotina aos pilotos que estão em processo de aproximação ou decolagem.
Sistema Integrado de Gerenciamento de Torre de Controle (SITC): Centraliza o processamento dos dados de voo em terminais unificados, simplificando o trabalho de gestão do espaço aéreo.
Transmissores de rádio VHF e gravadores de voz: Garantem canais de frequência perfeitamente estáveis e o registro perene de todas as comunicações aeronáuticas para eventuais auditorias de segurança.
Com a abertura das propostas marcada para o dia 7 de outubro, as empresas que vencerem a concorrência terão um prazo legal de 12 meses (360 dias corridos), contados a partir da ordem de serviço, para entregar todas as instalações prontas e ativas.
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O que você precisa saber em resumo
- A Prefeitura de Maringá abriu licitação de até R$ 7,65 milhões para modernizar os sistemas da torre de controle do aeroporto, que operavam com tecnologia dos anos 2000.
- Devido à alta complexidade e escassez de fornecedores nacionais, a concorrência possui modelo internacional, julgando as propostas pelo critério de capacidade técnica (60%) e preço (40%).
- Os novos equipamentos, financiados por fundos federais, devem ser instalados ao longo de 12 meses, garantindo suporte ao aumento dos voos comerciais na região Noroeste.

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Maringá
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