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Montanhismo para iniciantes: o que levar e como fazer trilhas seguras no Paraná

Montanhismo para iniciantes: o que levar e como fazer trilhas seguras no Paraná

(Foto: Denis Ferreira Netto)

Montanhismo para iniciantes: o que levar e como fazer trilhas seguras no Paraná


Com a chegada do tempo frio e seco de maio, o ecoturismo ganha força no estado. Veja como se preparar, o que levar e as regras essenciais para aproveitar os parques estaduais sem imprevistos.

Com a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontando temperaturas mínimas na casa dos 8ºC nos arredores de Curitiba nesta primeira semana de maio, o estado dá a largada oficial para a temporada de montanhas. A combinação de clima frio e ambiente seco é o convite perfeito para os amantes do ecoturismo, um setor que viu o montanhismo crescer 93,7% nas Unidades de Conservação do Paraná nos últimos cinco anos.

Para garantir que a aventura não se transforme em dor de cabeça, o Instituto Água e Terra (IAT) reforça a necessidade de preparo físico, uso de equipamentos corretos e respeito rigoroso às regras dos parques.

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O atrativo do frio e os parques mais procurados

Ao contrário do verão, que traz chuvas de fim de tarde e pedras escorregadias, o outono e o inverno oferecem o cenário ideal para a escalada e as caminhadas longas. É nesta época que o número de visitantes dispara.

Os três destinos administrados pelo IAT favoritos dos aventureiros são o Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras), o Pico Paraná (Campina Grande do Sul e Antonina) e a Serra da Baitaca (Piraquara e Quatro Barras). Para se ter uma ideia do impacto do clima frio, o salto no número de visitantes entre janeiro (auge do verão) e maio do ano passado foi expressivo:

  • Pico Paraná: Passou de 346 para 2.356 visitantes (aumento de 580%).
  • Pico do Marumbi: Saltou de 1.212 para 1.979 visitantes (aumento de 63%).
  • Serra da Baitaca: Foi de 6.362 para 8.709 visitantes (aumento de 37%).

A importância do cadastro obrigatório na portaria

Com o aumento expressivo de público, a orientação e a proteção dos turistas tornam-se prioridades. O primeiro passo para uma aventura segura acontece antes mesmo de colocar os pés na trilha de terra: o preenchimento correto do cadastro obrigatório na entrada das Unidades de Conservação.

Neste momento, os visitantes assinam um termo de risco e devem fornecer informações vitais para um eventual resgate. É necessário indicar um contato de emergência, repassar dados de saúde e preparo físico, além de comprovar que portam equipamentos básicos de segurança, como lanternas, apitos e pilhas extras.

O gestor do Parque Estadual Pico do Marumbi, Gabriel Camargo Macedo, alerta sobre a necessidade de respeitar as próprias limitações:

A instrução é sempre seguir o protocolo de segurança elaborado pelo IAT. O montanhismo é uma prática progressiva, literalmente uma ‘escalada’, em que se alcança experiência aos poucos. Por se tratar de uma atividade de risco, o recomendado é obedecer aos regramentos e respeitar seus próprios limites. Essa é a garantia de uma boa experiência e do retorno seguro para casa. Esse protocolo é obrigatório e a principal ferramenta em uma emergência ou resgate.”

Regras essenciais para evitar acidentes nas alturas

Após o cadastro, os funcionários do IAT repassam as instruções práticas. Para que o passeio seja tranquilo, os turistas devem seguir algumas regras de ouro do montanhismo:

  • Tamanho do grupo: Nunca entre sozinho na Unidade de Conservação. O ideal é formar grupos de, no mínimo, três pessoas.
  • Conhecimento do local: Se você não tem experiência, contrate guias especializados ou vá acompanhado de alguém que já conheça o trajeto.
  • Rotas oficiais: É estritamente proibido sair das trilhas sinalizadas. No caso do Marumbi, também é proibido caminhar sobre os trilhos do trem.
  • Previsão do tempo: Evite o passeio em caso de chuva ou alerta de condições meteorológicas adversas.

Marina Rampim, chefe dos parques estaduais Pico Paraná e Serra da Baitaca, reforça a importância da prevenção:

Equipamentos de segurança, roupas adequadas e apoio de montanhistas mais experientes são tópicos essenciais do protocolo. Além disso, é preciso conferir a previsão do tempo e evitar a visita em caso de chuva ou condições meteorológicas ruins.”

Fiscalização rigorosa e risco de multas pesadas

O contato com a natureza exige respeito. O descumprimento das regras de boa convivência e de segurança gera punições severas. Apenas no primeiro trimestre deste ano, o IAT aplicou 29 Autos de Infração Ambiental (AIAs) nos três principais parques, resultando em R$ 77 mil em multas. Além disso, 19 notificações de advertência foram emitidas.

Estamos atentos e vigilantes para orientar e, se for o caso, punir quem desobedece a legislação ambiental e coloca a vida em risco. O passeio tem de ser sempre em harmonia com a natureza”, afirma a chefe dos parques, Marina Rampim.

Dicas práticas para quem quer começar a escalar

Se você se animou com a chegada do frio e quer iniciar no ecoturismo, os especialistas do IAT prepararam uma lista rápida para os iniciantes:

  1. Vá com calma: Comece pelas trilhas mais curtas e com menor altimetria para conhecer as limitações do seu corpo e adquirir experiência prática.
  2. Atenção aos pés: Use botas adequadas para ambientes de montanha. Elas protegem os tornozelos e reduzem drasticamente o risco de escorregões e torções graves.
  3. Proteja a pele: Use, preferencialmente, calças compridas e camisetas de manga longa para evitar arranhões com galhos, pedras e insetos.
  4. Tenha boa companhia: Sempre que possível, faça o passeio ao lado de pessoas que já dominam a trilha e o esporte.
Montanhismo para iniciantes: o que levar e como fazer trilhas seguras no Paraná
(Foto: Denis Ferreira Netto)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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