Publicidade
Publicidade
Publicidade

Método Wolbachia: Foz do Iguaçu terá 100% de cobertura contra a dengue

Método Wolbachia: Foz do Iguaçu terá 100% de cobertura contra a dengue

(Foto: Divulgação PMFDI)

Método Wolbachia: Foz do Iguaçu terá 100% de cobertura contra a dengue


Moradores de 28 bairros receberão os novos insetos a partir de 25 de agosto, garantindo um verão mais seguro contra as doenças do Aedes aegypti.

Os moradores de 28 bairros de Foz do Iguaçu terão uma camada extra de proteção contra a dengue, zika e chikungunya nas próximas semanas. A partir do dia 25 de agosto, a cidade inicia uma nova etapa de liberação de mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia.

Para a população, a medida se traduz em bairros mais seguros e em uma redução expressiva no risco de contrair essas doenças, evitando que as famílias sofram com os sintomas debilitantes e que as unidades de saúde fiquem superlotadas durante os meses mais quentes do ano.

Publicidade

Essa expansão da cobertura biológica na Tríplice Fronteira atua como um escudo estratégico não apenas para o município, mas para toda a rede de saúde do Paraná. Sendo um dos principais destinos turísticos do país e um polo de intenso fluxo internacional, o controle de vetores em Foz do Iguaçu ajuda a frear a circulação viral em escala estadual.

Um ambiente livre de grandes epidemias mantém a rede hoteleira operando com normalidade e garante que os leitos hospitalares estejam disponíveis para outras demandas da região oeste.

Entenda a tecnologia por trás do método

Historicamente, o combate à dengue baseou-se quase exclusivamente no uso de inseticidas e na eliminação mecânica de criadouros. No entanto, o Método Wolbachia, conduzido no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), trouxe uma inovação biológica sustentável e permanente. A Wolbachia é um microrganismo presente naturalmente em cerca de 60% das espécies de insetos, mas que não existe no Aedes aegypti selvagem.

Quando introduzida em laboratório, a bactéria impede que os vírus da dengue, zika e chikungunya se multipliquem dentro do mosquito. Ao serem liberados no ambiente, os chamados “Wolbitos” se reproduzem com os insetos locais, passando a característica de bloqueio para as próximas gerações e reduzindo progressivamente a capacidade de transmissão de doenças na área. O método é totalmente seguro para humanos, animais e para o meio ambiente.

O processo de cultivo no centro de controle de zoonoses

Para que a soltura programada aconteça, um rigoroso processo de berçário de laboratório está em andamento. O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Foz do Iguaçu começou a produzir os primeiros 911 potes de mosquitos em um espaço com temperatura rigorosamente controlada no Horto Municipal.

O passo a passo da criação no município funciona assim:

  • As equipes recebem pacotes com cerca de 1,2 mil cápsulas contendo ovos do mosquito e uma ração especial.
  • Esse material é alocado individualmente em recipientes aos quais se acrescenta água.
  • Entre cinco e sete dias, as larvas se desenvolvem e chegam à fase de pupa.
  • As pupas são transferidas para uma “sala de adultos”, onde ficam por mais dois a cinco dias para terminar a maturação.
  • Um dia antes da liberação nas ruas, a água é escoada, deixando os insetos adultos prontos para o voo.

Prevenção continua sendo a principal aliada

Com esta nova fase, a tecnologia chegará a 100% do território iguaçuense, completando o trabalho iniciado em 2024, que havia coberto a primeira metade da cidade. Ainda assim, as autoridades de saúde estaduais e municipais alertam que a tecnologia não é mágica, mas sim uma força-tarefa complementar. Foz do Iguaçu registra atualmente 3.400 casos notificados de dengue (sendo 35 confirmados e nenhum óbito na atual janela).

É um período mais tranquilo, mas ainda assim estamos em alerta. Precisamos do apoio da população e que os moradores façam a sua parte. Por mais que estejamos implantando essa segunda etapa do método Wolbachia, ele é uma estratégia complementar, e precisamos que a população cuide dos seus imóveis e não deixe recipientes com água parada.” — Renata Defante Lopes, supervisora técnica do Centro de Controle de Zoonoses de Foz do Iguaçu.

A nova frente de liberação contemplará bairros densos como Jardim Alvorada, Itaipu A e B, Vila Portes, Centro Cívico, Porto Meira, entre outros. Equipes de pesquisa de pré-liberação já estão circulando pelas ruas da fronteira para orientar os moradores e preparar a comunidade para o projeto, que conta com o apoio financeiro e estrutural do Ministério da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e da Itaipu Binacional.

>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

O que você precisa saber em resumo

  • A partir de 25 de agosto, Foz do Iguaçu inicia a soltura de mosquitos com a bactéria Wolbachia em 28 novos bairros.
  • A bactéria inserida em laboratório impede que o mosquito transmita os vírus da dengue, zika e chikungunya, protegendo a população.
  • Embora a inovação tecnológica passe a cobrir 100% da cidade, a verificação e eliminação de água parada nos quintais continua sendo uma obrigação de todo morador.
Método Wolbachia: Foz do Iguaçu terá 100% de cobertura contra a dengue
(Foto: Divulgação PMFDI)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Foz do Iguaçu


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *