(Foto: Nir Elias)
Netanyahu viaja aos EUA para discutir Irã com Trump após retomada de negociações nucleares
Primeiro-ministro israelense busca endurecer termos de eventual acordo, exigindo limites para mísseis balísticos; Teerã descarta discutir seu arsenal.
O cenário geopolítico do Oriente Médio volta ao centro das atenções em Washington nesta semana. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tem um encontro marcado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na próxima quarta-feira (11).
O objetivo da reunião é alinhar estratégias sobre as negociações com o Irã. O gabinete de Netanyahu confirmou a viagem neste sábado (7), logo após a divulgação de que americanos e iranianos voltaram a conversar.
Retomada dos diálogos em Omã
A urgência do encontro se deve a uma movimentação diplomática recente. Na última sexta-feira (6), autoridades dos Estados Unidos e do Irã realizaram negociações nucleares indiretas em Mascate, capital de Omã.
Embora não tenham se sentado à mesma mesa, ambos os lados classificaram as conversas como produtivas e indicaram que novas rodadas devem acontecer em breve. Essa aproximação gerou preocupação imediata em Tel Aviv.
As exigências de Israel
Para o governo israelense, qualquer novo acordo com Teerã precisa ser muito mais rigoroso do que os anteriores. Netanyahu defende que o foco não pode ser apenas o enriquecimento de urânio, mas também o poderio militar convencional do país persa.
Em comunicado oficial, o governo de Israel deixou clara sua posição:
“O primeiro-ministro acredita que quaisquer negociações devem incluir a limitação de mísseis balísticos e a suspensão do apoio ao eixo iraniano.”
O termo “eixo iraniano” refere-se ao apoio financeiro e militar que o Irã fornece a grupos aliados na região, como o Hezbollah no Líbano e o Hamas em Gaza.
O que diz o Irã
Do outro lado, o regime iraniano tenta blindar seu programa de defesa. Um diplomata regional, que foi informado sobre as conversas em Omã, disse à agência Reuters que o Irã foi enfático em dois pontos:
- Insiste no seu “direito de enriquecer urânio” para fins civis;
- Recusa-se terminantemente a discutir seu programa de mísseis.
As autoridades iranianas descartaram colocar na mesa de negociações o tema dos mísseis balísticos, considerado um dos maiores arsenais do Oriente Médio e uma garantia de soberania para o país.
O desafio de Trump
O encontro de quarta-feira coloca Donald Trump em uma posição delicada. O presidente norte-americano precisa equilibrar a tentativa de conter o avanço nuclear iraniano pela via diplomática sem alienar seu principal aliado na região, Israel, que vê o programa de mísseis de Teerã como uma ameaça existencial.
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