(Foto: Divulgação Ceasa)
Novo cartão-postal: com obra de R$ 50 milhões, Paraná quer transformar Mercado de Flores da Ceasa em potência turística e econômica
Com projeto assinado pelo criador da Ópera de Arame, estrutura no Tatuquara terá o triplo do tamanho atual. Objetivo é zerar a dependência do Estado, que hoje importa 95% das flores que consome.
A região Sul de Curitiba está prestes a ganhar um novo monumento arquitetônico que promete unir o agronegócio ao turismo urbano. O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta sexta-feira (27) a ordem de serviço para a construção do novo Mercado de Flores da Ceasa Paraná.
Orçado em R$ 50 milhões, o projeto é o maior investimento recente em infraestrutura da central de abastecimento e tem uma ambição clara: deixar de ser apenas um pavilhão atacadista para se tornar um ícone turístico e um polo de desenvolvimento no bairro Tatuquara.
A obra carrega um peso estético de respeito. O projeto arquitetônico é assinado pelo paranaense Domingos Bongestabs, o mesmo criador de marcos curitibanos como a Ópera de Arame e a Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre).
“É o início de uma obra que será um novo cartão-postal de Curitiba. Um projeto que visa ao turismo e, ao mesmo tempo, ao fomento deste setor que gera muito emprego e renda, em especial para as mulheres, que são a maioria a tocar essa produção” destacou Ratinho Junior durante a cerimônia.
O “Novo Jardim Botânico” da Região Sul
A nova estrutura foi concebida para impressionar. Com quase 4,8 mil metros quadrados de área construída, o mercado será três vezes maior que o atual (1,7 mil m²). O design remete a uma grande estufa moderna e transparente, privilegiando a luz natural — que é fundamental para a saúde das plantas e a economia de energia.
Destaques do projeto arquitetônico:
- Convivência: Uma praça de 12 mil metros quadrados será construída em frente ao edifício, substituindo o concreto atual por paisagismo, bancos e áreas de lazer.
- Acessibilidade total: O prédio é totalmente plano, sem escadas ou degraus, facilitando o fluxo de carrinhos, clientes e mercadorias.
- Identidade curitibana: A fachada contará com arcos (uma referência aos pavilhões antigos da Ceasa) e o calçamento usará pedras portuguesas com desenhos de pinhão.
- Conforto: O espaço terá praça de alimentação, área de eventos e isolamento térmico na cobertura metálica para proteger contra o calor e chuvas de granizo.
O prefeito Eduardo Pimentel e o secretário de Estado das Cidades, Guto Silva, lembraram que a obra coroa um pacote de R$ 1,5 bilhão em intervenções viárias no eixo metropolitano, redesenhando a mobilidade e o turismo da região.

O Mercado Produtor: A oportunidade de bilhões
Além do forte apelo estético, o novo Mercado de Flores ataca um gargalo econômico vital: o Paraná tem um potencial bilionário inexplorado. Segundo o diretor-presidente da Ceasa Paraná, Éder Bublitz, o Estado importa atualmente cerca de 95% de todas as flores e plantas ornamentais que consome.
Hoje, o mercado local da Ceasa movimenta, em média, cerca de 54 mil quilos de flores e plantas por mês. Com a nova obra, o número de boxes de comercialização saltará de 42 para 84 unidades, dobrando a capacidade de venda e abrindo as portas para que mais agricultores locais exponham seus produtos.
Para o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, a floricultura é a chave para a sucessão familiar no campo. “A flor é a atividade agrícola que mais gera renda por hectare. Na produção de flores e hortifrutigranjeiros há uma possibilidade real de aumento de renda, permitindo que os filhos queiram permanecer no campo”, explicou.
Raio-X da Floricultura no Paraná
Dados recentes do Departamento de Economia Rural (Deral) mostram que o setor já vem reagindo fortemente. Em 2024, o Valor Bruto de Produção (VBP) da floricultura paranaense atingiu R$ 271,7 milhões, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior.
O que o Paraná mais produz:
- Gramados para paisagismo: 60,6% do faturamento (R$ 164,7 milhões).
- Plantas perenes ornamentais: 13% (R$ 35,2 milhões).
- Orquídeas: 9,1% (R$ 24,8 milhões).
- Crisântemos: 4,6% (R$ 12,6 milhões).
Top 5 Cidades Produtoras no Estado:
- Marialva
- São José dos Pinhais
- Agudos do Sul
- Mandaguari
- Piên
Com o novo espaço, a expectativa do Governo do Estado é que os produtores locais dessas e de outras regiões encontrem uma vitrine de padrão internacional para escoar sua safra, reduzindo a dependência de flores vindas de São Paulo (Holambra) e fortalecendo o agronegócio paranaense.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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