(Foto: Divulgação PMPR)
Operação Mulher Segura: força-tarefa no Paraná resulta na prisão de 2,6 mil agressores em um único mês
Ações integradas no Mês da Mulher (março) focaram no combate ao feminicídio, estupro e violência doméstica. Além de cumprir mandados em aberto, forças de segurança prenderam mais de 2,3 mil pessoas em flagrante.
O enfrentamento à violência contra a mulher no Paraná ganhou contornos rígidos e números expressivos ao longo de março, mês marcado pelo Dia Internacional da Mulher. A Secretaria da Segurança Pública (Sesp), por meio da Operação Mulher Segura, deflagrou uma grande força-tarefa nos 399 municípios do Estado para caçar agressores e proteger vítimas de violência doméstica e familiar.
Os resultados da ofensiva impressionam. Sob a coordenação do Centro de Operações Integradas de Segurança Pública (Coisp), o trabalho conjunto de todas as polícias e bombeiros retirou mais de 2,6 mil agressores das ruas do Estado.
O foco das equipes foi agir contra crimes graves como feminicídio, lesão corporal, importunação sexual, estupro, ameaça e perseguição.
O balanço das prisões
A operação se dividiu no rastreamento de criminosos já procurados pela Justiça e na rápida resposta aos chamados de urgência nas ruas:
- 249 mandados cumpridos: Pessoas que já possuíam ordem de prisão decretada pelo Poder Judiciário por crimes de violência contra a mulher, mas que ainda não haviam sido capturadas.
- 2.354 prisões em flagrante: Casos de agressores que foram detidos no exato momento (ou logo em seguida) do cometimento de crimes no âmbito da Lei Maria da Penha (como agressões, descumprimento de medidas protetivas e ameaças).
O secretário de Segurança Pública do Paraná, coronel Saulo Sanson, destacou a importância das ações. “Quando o Estado localiza e prende quem deve responder à Justiça, demonstra que o crime não compensa e que a segurança permanece como prioridade”, afirmou.
Encorajamento à denúncia e atuação preventiva
Para as autoridades de segurança pública, retirar os criminosos de circulação é o passo mais importante para quebrar o ciclo do medo em que muitas vítimas vivem.
A delegada-chefe da Divisão de Polícia Especializada da Polícia Civil, Luciana Novaes, reforça que a ação do Estado estimula novas denúncias. “A justiça só é plena quando o silêncio da vítima é substituído pela voz da coragem e pela resposta imediata do Estado”, pontuou.
Além da frente repressiva, a Operação Mulher Segura 2026 também focou na prevenção e no acompanhamento. As forças policiais promoveram 318 palestras educativas que alcançaram mais de 27 mil pessoas em todo o Estado e intensificaram as visitas preventivas da Patrulha Maria da Penha para fiscalizar o cumprimento das medidas de proteção.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Militar do Paraná
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