(Foto: Denis Ferreira Netto)
Paraná cria nova superintendência para reforçar proteção de animais domésticos e silvestres
Órgão vai coordenar políticas públicas, unificar ações contra maus-tratos e atuar no resgate e bem-estar de animais em todo o estado.
O cuidado com os animais acaba de ganhar um reforço de peso no Paraná. O Governo do Estado oficializou a criação da Superintendência-Geral de Proteção Animal (SGPA), um órgão estratégico focado em garantir dignidade, saúde e segurança tanto para os bichos de estimação quanto para a nossa fauna silvestre.
Vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), a nova estrutura foi formalizada pelo Decreto nº 13.466/2026. Na prática, a superintendência vai funcionar como o “cérebro” das políticas de proteção animal, conectando prefeituras, forças de segurança, universidades e organizações da sociedade civil para que as ações funcionem de forma mais rápida e padronizada.
O que vai fazer a nova Superintendência?
Para garantir que a defesa animal não fique apenas no papel, a SGPA terá missões bastante práticas e urgentes. Entre as principais frentes de trabalho da nova equipe, destacam-se:
- Combate a maus-tratos: Trabalhar lado a lado com a Polícia, o Ministério Público e o Poder Judiciário para melhorar a fiscalização e garantir punições mais rigorosas para quem maltrata animais.
- Padronização de abrigos: Criar regras técnicas e unificadas para que os centros de acolhimento em todo o estado ofereçam um tratamento de excelência aos bichinhos resgatados.
- Resgate em desastres: Coordenar, junto com a Defesa Civil, a criação de protocolos rápidos e seguros para salvar e abrigar animais durante enchentes, temporais e outras calamidades.
- Educação e conscientização: Avaliar e promover campanhas educativas para a população sobre posse responsável e bem-estar animal.
- Parcerias para pesquisa: Articular o apoio de universidades e órgãos internacionais para desenvolver estudos e novos indicadores sobre os direitos dos animais.
O superintendente-geral de Proteção Animal, Rodrigo Araújo Rodrigues, celebrou a medida e explicou a visão do Estado sobre o tema:
“Mais do que uma estrutura administrativa, é um novo olhar do Estado sobre a vida animal, o respeito e a responsabilidade que temos com todos os seres. Nosso papel será integrar esforços, dar unidade às ações e fortalecer políticas de proteção animal mais eficazes em todo o Paraná. Vamos atuar de forma articulada com órgãos de controle, universidades, instituições e a sociedade civil, consolidando uma rede que já realiza um trabalho importante e que agora se torna ainda mais coordenada e eficiente.”
Foco nos animais domésticos: o sucesso do CastraPet
A criação do novo órgão chega para impulsionar ações que já estão dando certo nas ruas. O maior exemplo disso é o CastraPet Paraná, um programa permanente de esterilização gratuita de cães e gatos.
Criado em 2020 para ajudar famílias de baixa renda, ONGs e protetores independentes, o programa vai alcançar uma marca histórica neste ano de 2026: mais de 200 mil animais beneficiados, com mutirões realizados em todas as 399 cidades paranaenses. Isso significa menos abandono nas ruas e mais saúde pública.
Proteção e resgate da fauna silvestre
Nem só de cães e gatos vive a proteção animal. O Paraná possui uma rede robusta voltada ao cuidado de aves, mamíferos e répteis silvestres feridos ou apreendidos pelo tráfico. Essa rede vai crescer ainda mais sob a supervisão da SGPA.
Atualmente, o estado conta com:
- Um Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).
- Cinco Centros de Apoio à Fauna Silvestre (CAFS) mantidos em parceria com universidades (Unifil em Londrina, Univel em Cascavel, Unicesumar em Maringá), com o Parque das Aves em Foz do Iguaçu e com a Prefeitura de Curitiba.
- O Pronto Atendimento a Animais Silvestres (PAAS) no Parque Estadual do Palmito, no litoral paranaense.
Ainda neste ano, novos Cetras serão inaugurados nas universidades estaduais de Maringá (UEM), Londrina (UEL) e Ponta Grossa (UEPG), além de uma nova unidade em Curitiba, construída em parceria com a Sanepar.
Como funcionam os centros de reabilitação?
Quando um animal silvestre é resgatado pela polícia ambiental, sofre um acidente nas rodovias ou é entregue voluntariamente por um morador, ele é levado para os centros de apoio (CAFS ou Cetras).
Nesses locais, o animal é identificado, passa por uma triagem clínica e recebe todo o tratamento veterinário necessário. Ele permanece abrigado pelo tempo que precisar para se recuperar. O grande objetivo das equipes médicas é sempre a soltura do animal de volta ao seu habitat natural.
Quando os ferimentos são graves e impedem que ele sobreviva sozinho na natureza, o Estado garante que ele seja encaminhado para recintos licenciados e seguros, onde viverá sob cuidados constantes.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável do Paraná
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