(Foto: Jaelson Lucas)
Pelo 8º ano consecutivo, Paraná lidera o fornecimento de carne suína para o mercado interno brasileiro
Estado destinou mais de 990 mil toneladas do produto para o consumo nacional no último ano, superando Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Boletim do Deral também destaca a alta na beterraba e o potencial milionário do mercado de cogumelos.
O agronegócio paranaense segue como o principal fiador da mesa do consumidor brasileiro. Pelo oitavo ano consecutivo, o Paraná consolidou-se como o maior fornecedor de carne suína para o mercado interno do País.
Os dados constam no mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (9). O levantamento tem como base os números consolidados de 2025 da Pesquisa Trimestral de Abate do IBGE e do Agrostat/Mapa.
De uma produção total de 1,23 milhão de toneladas (t) geradas no Estado no último ano, impressionantes 990,48 mil toneladas ficaram em solo nacional para abastecer o mercado doméstico. Esse volume garante ao Paraná uma fatia de 23,7% de todo o comércio interno de carne suína no Brasil (que alcançou 4,18 milhões de t).
Por que o Paraná lidera o mercado interno?
O desempenho isolado do Paraná pode ser explicado pela estratégia comercial de escoamento. Embora seja o segundo maior produtor e o terceiro maior exportador de carne suína do Brasil, o Estado destinou apenas 19,2% de sua produção ao mercado externo.
Em contrapartida, Santa Catarina (líder nacional em produção absoluta) priorizou o mercado internacional, exportando 46,8% do que produziu. O Rio Grande do Sul seguiu a mesma linha, enviando 33,5% de sua carne para fora do País.
Ranking de fornecimento para o Mercado Interno Brasileiro:
| Posição | Estado | Volume Comercializado (Mercado Interno) | Participação Nacional |
| 1º | Paraná | 990,48 mil t | 23,7% |
| 2º | Santa Catarina | 851,91 mil t | 20,4% |
| 3º | Rio Grande do Sul | 676,96 mil t | 16,2% |
| 4º | Minas Gerais | 642,31 mil t | 15,3% |
| 5º | Mato Grosso do Sul | 263,59 mil t | 6,3% |
Nichos de alto valor: Cogumelos e Beterraba
Além da força das commodities e proteínas, o boletim do Deral jogou luz sobre culturas de nicho que têm gerado forte rentabilidade aos agricultores paranaenses:
O mercado promissor dos Cogumelos: Com a produção estadual concentrada em Castro e São José dos Pinhais, o Paraná gerou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 21,09 milhões em 2024, focado nas variedades Shiitake e Champignon de Paris. Segundo o analista do Deral, Roberto Carlos Andrade, o Brasil importa cerca de 12 mil toneladas de cogumelos por ano porque a produção nacional não dá conta da demanda, o que coloca o Paraná em posição estratégica para expandir os negócios.
A alta da Beterraba: Cultivada em 303 municípios — com destaque para Marilândia do Sul, que detém 34,5% da safra —, a beterraba registrou um VBP de R$ 188,3 milhões. O produto apresentou uma valorização expressiva neste início de ano: no atacado, a alta chegou a 60%, com a caixa de 20 kg batendo os R$ 80,00.
Pecuária bovina e o clima nas lavouras
Na pecuária de corte, o mês de março foi de cotações firmes no atacado (alta de 4% no dianteiro e 4,3% no traseiro). O Deral aponta que, mesmo durante a Quaresma — período de tradicional queda no consumo de carne vermelha —, a oferta restrita de animais prontos e a forte demanda externa impediram a desvalorização do produto.
No campo, a resiliência do produtor voltou a ser testada pela irregularidade do clima. As lavouras de milho e feijão da segunda safra enfrentaram ondas de calor e estresse hídrico. No entanto, o retorno recente das chuvas em diversas regiões trouxe alívio e manteve a perspectiva de recuperação. O feijão tipo carioca, por exemplo, acumulou alta de 48% nos últimos 12 meses, motivando um aumento de 3% na área plantada neste ano.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
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