(Foto: Divulgação PMPG)
Projetos de Ponta Grossa disputam prêmio nacional de direitos humanos
Iniciativas focadas em qualificação profissional e mediação familiar representam o Paraná na 15ª edição do prêmio AMAERJ.
Adolescentes em situação de vulnerabilidade encontram portas abertas para o primeiro emprego formal. Famílias que enfrentam conflitos domésticos recebem suporte direto de psicólogos e mediadores judiciais, em vez de apenas punições processuais. Esses resultados práticos compõem o escopo de duas ações judiciais e sociais que operam diariamente em Ponta Grossa.
Os impactos locais ganharam projeção fora do Paraná. Ambas as ações integram a lista de finalistas da 15ª edição do Prêmio AMAERJ de Direitos Humanos – Patrícia Acioli. A condecoração analisa projetos de todo o país na categoria “Trabalhos dos Magistrados”.
O caminho para o primeiro emprego na cidade
A entrada no mercado de trabalho costuma ser a barreira mais difícil para jovens de baixa renda. Para reverter esse cenário, a juíza Noeli Salete Tavares Reback, do TJ-PR, estruturou o “Projeto Jovem Cidadão no Mercado de Trabalho – Inclusão e Desenvolvimento”. A meta central recai sobre a qualificação profissional direta de adolescentes e jovens com idades entre 14 e 24 anos.
Diversas entidades locais executam o programa em conjunto. A rede de apoio envolve o Juízo da Infância e Juventude, o MPPR, o MPT e a Superintendência Regional do Trabalho no Paraná. No âmbito municipal, a Secretaria Municipal de Políticas Públicas Sociais, a ACIPG e a FASPG atuam para garantir que as vagas cheguem a quem realmente precisa.
O projeto reduz a dependência de programas de transferência de renda a longo prazo. Além disso, a iniciativa fortalece o comércio e a indústria da região com mão de obra recém-qualificada e pronta para aprender as rotinas corporativas.
Mediação familiar e atendimento psicológico
A segunda iniciativa finalista ataca a raiz dos problemas domésticos e das violações de direitos no município. O projeto “Cuidar Junto”, idealizado pela juíza Heloísa da Silva Krol Milak, também do TJ-PR, cria uma ponte de comunicação estruturada entre o CREAS e o CEJUSC de Ponta Grossa.
Em vez de prolongar disputas judiciais, as equipes aplicam métodos de Justiça Restaurativa e mediação familiar. O foco passa a ser a reparação do dano e a pacificação entre as partes. Quando os profissionais identificam vítimas de crimes ou violência, eles fazem o encaminhamento imediato para atendimento psicológico especializado.
A integração entre as varas judiciais e a assistência social evita que os cidadãos fiquem perdidos entre diferentes balcões de atendimento público. As respostas para os conflitos surgem de maneira conjunta e articulada.
“É motivo de grande orgulho ver que projetos executados em parceria com a FASPG estão entre os finalistas de um prêmio tão relevante. Isso reforça nosso compromisso com iniciativas que transformam a vida de crianças, jovens e famílias em situação de vulnerabilidade em Ponta Grossa.” – Tatyana Belo, presidente da FASPG.
Critérios de avaliação e anúncio dos vencedores
A Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro criou a premiação em 2012. O prêmio homenageia a juíza Patrícia Acioli e avalia anualmente o impacto de ações direcionadas à defesa e promoção dos direitos humanos no Brasil.
Os jurados dividem os projetos em quatro categorias distintas. O comitê avaliador pontua as iniciativas pela capacidade de reprodução em outras comarcas, pela utilidade pública e pelos resultados comprovados na base da sociedade.
A organização divulgará os vencedores da edição atual no dia 1º de outubro. Os autores dos trabalhos mais bem avaliados recebem troféus e visibilidade para reinvestirem ou ampliarem o alcance das ações sociais.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Ponta Grossa
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