(Foto: Ricardo Marajó)
Região Metropolitana de Curitiba se une para atuar como “uma só cidade” em 2026
Novos programas ampliam comércio de alimentos, combatem enchentes e unificam turismo entre a capital e 28 cidades vizinhas; produtores locais já sentem a diferença no bolso.
A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) entra em 2026 vivendo um novo capítulo de sua história. Após completar 52 anos em 2025, o bloco formado pela capital e outros 28 municípios consolida, neste ano, programas práticos de cooperação que prometem acabar com as fronteiras invisíveis que separavam as cidades.
Sob a liderança do programa Curitiba Mais Integrada e a adesão ao Consórcio Metropolitano de Serviços do Paraná (Comesp), a ordem agora é gestão compartilhada. “Temos que pensar e agir como uma cidade só”, resume Thiago Bonagura, secretário municipal para o Desenvolvimento da Região Metropolitana.
O programa “Curitiba Mais Integrada”
Lançado pelo prefeito Eduardo Pimentel, o programa funciona como o “cérebro” dessa nova gestão. A ideia é simples: em vez de cada prefeitura tentar resolver seus problemas sozinha, as soluções são pensadas em conjunto.
As ações envolvem:
- Diagnóstico Unificado: Identificação das necessidades de cada município.
- Capacitação: Oferta de cursos do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap) para servidores de todas as cidades vizinhas.
- Serviços Compartilhados: Uso inteligente de equipamentos e estratégias para saúde e educação.
Oportunidade de ouro para pequenos produtores
A grande virada econômica veio com a entrada de Curitiba no Comesp. Na prática, isso derrubou barreiras comerciais para quem produz alimentos de origem animal (como queijos, mel e embutidos) nas cidades vizinhas.
Antes, um produtor de Campo Largo tinha dificuldades burocráticas para vender em Curitiba. Agora, com a autorização do Serviço de Inspeção Municipal consorciado, o mercado saltou para quase 4 milhões de consumidores.
É o caso da Embutidos Sereia, de Campo Largo. Os proprietários Arilda da Silva Oliveira e Marcelo Lovato, famosos pela cracóvia e salame, comemoram a expansão. “Com Curitiba ganhamos muitas possibilidades, seja em feiras ou mercados. Estamos felizes”, diz Arilda. O casal já planeja até lançar novos produtos, como copa maturada, visando o público da capital.
Combate conjunto às enchentes
A chuva não respeita limites municipais. Por isso, a criação do Comitê Integrado de Combate às Enchentes foi um passo vital para a segurança da população. O grupo coordena obras de macrodrenagem que beneficiam múltiplas cidades simultaneamente.
Um exemplo prático de sucesso foi a parceria entre Curitiba e Pinhais para o desassoreamento do Rio Atuba. Além de obras paliativas de limpeza, o comitê trabalha agora em um plano regional de longo prazo para evitar cheias históricas.
Turismo: a RMC como destino único
O turista que vem a Curitiba agora é incentivado a explorar as belezas das cidades vizinhas. A Secretaria mapeou as atrações dos 29 municípios para criar roteiros integrados.
A estratégia é fazer com que o visitante durma na capital, mas passe o dia conhecendo o turismo rural de São José dos Pinhais, as vinícolas de Colombo ou as cachoeiras de Campo Magro, movimentando a economia de toda a cadeia de serviços.
Diálogo constante entre prefeitos
Para o prefeito de Campo Magro, Rilton Boza, essa articulação política reflete diretamente na ponta, para o cidadão que pega ônibus ou precisa de posto de saúde. “Ações conjuntas no transporte e no turismo reduzem o tempo de deslocamento e fomentam as economias locais”, analisa.
Fóruns sobre inteligência artificial, meio ambiente e comunicação mantêm os gestores alinhados, garantindo que a RMC, a oitava região mais populosa do Brasil, cresça de forma ordenada e justa para todos.

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
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