(Foto: Breno Thomé Ortega)
Tornado F2 em Maringá: Copel religa 41 mil imóveis e força-tarefa avança
Efetivo de 856 eletricistas atua na reconstrução da rede destruída, enquanto prefeitura usa carros de som para localizar vítimas isoladas.
O fenômeno climático que devastou Maringá na madrugada de segunda-feira (2) foi classificado como um tornado de categoria F2 pelo Simepar. Os ventos de até 250 km/h arrancaram 862 árvores, destruíram 170 postes e deixaram 88 mil imóveis sem energia elétrica no pico da tempestade.
A rotina da cidade do Noroeste paranaense segue alterada nesta quarta-feira (4), com milhares de moradores ainda sem serviços básicos. Famílias que perderam os telhados precisaram de abrigo emergencial, e quarteirões inteiros permanecem incomunicáveis pela queda simultânea das redes de telefonia e internet.
Reconstrução do sistema elétrico
Para reerguer a infraestrutura, a Copel mais que dobrou seu contingente operacional na região. Um grupo de 856 técnicos e eletricistas trabalha na substituição de cabos e de dezenas de postes quebrados, priorizando o conserto dos alimentadores de alta tensão para devolver a energia a grandes blocos de bairros ao mesmo tempo.
Essa estratégia permitiu restabelecer a luz para 41 mil unidades consumidoras até a noite de terça-feira (3). Os distritos de Floriano e Iguatemi já estão com o abastecimento normalizado. Cerca de 42 mil endereços ainda aguardam a conclusão dos reparos, prevista pela concessionária para o fim da sexta-feira (6).
Acolhimento e desobstrução das ruas
O rastro de destruição bloqueou diversas vias urbanas e mobiliza 930 servidores da Prefeitura de Maringá, além do Corpo de Bombeiros e de voluntários da comunidade. As equipes retiraram 450 árvores caídas, utilizando trituradores de galhos e maquinário pesado para liberar o tráfego nas rotas mais críticas.
O meteorologista Marco Jusevicius confirmou a intensidade do fenômeno após cruzar dados obtidos por drones e vistorias terrestres nas zonas de impacto.
“A escala Fujita relaciona os impactos observados à estimativa da velocidade dos ventos. Na categoria F2, os ventos ficam entre 180 e 250 km/h. Essa é uma classificação preliminar, que ainda poderá ser revisada conforme o avanço das investigações.”
O apagão nas telecomunicações forçou a assistência social a adotar táticas analógicas de busca. Carros de som circulam pelos bairros mais afetados para informar os moradores sobre as opções de acolhimento. A administração municipal estruturou a Vila Olímpica para receber até 75 pessoas desabrigadas, oferecendo camas, banheiros e alimentação viabilizada pelo Restaurante Popular.
Risco de novas tempestades e canais de ajuda
O cenário de recuperação pode enfrentar novos obstáculos nas próximas horas. O Simepar e a Defesa Civil monitoram a formação de áreas de instabilidade no Oeste e Noroeste do estado, com previsão de pancadas de chuva isoladas e rajadas de vento próximas a 70 km/h.
Moradores que necessitam de suporte emergencial ou desejam relatar ocorrências de risco devem buscar os canais oficiais estabelecidos pela força-tarefa:
- Acolhimento emergencial: A solicitação de abrigo para famílias desalojadas é feita pelo telefone (44) 98418-0579.
- Risco elétrico: Cabos rompidos ou árvores caídas sobre a fiação devem ser informados à Copel pelos números 0800 510 0116 ou WhatsApp (41) 3514-3151.
- Voluntariado: O cadastro para doações de equipamentos e oferta de mão de obra ocorre no programa municipal Pra Somar.
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Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Maringá
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