(Foto: Ari Dias)
Turismo paranaense: Estado atrai 181 mil estrangeiros, lidera crédito no Sul e concorre a Oscar do setor no Brasil
Estado atraiu 181,9 mil visitantes internacionais apenas em janeiro, lidera repasses do Fungetur no Sul do Brasil e disputa o título de melhor destino de negócios e sustentabilidade do país no “M&E Awards”.
O turismo no Paraná consolidou-se definitivamente como uma atividade econômica permanente, deixando para trás o estigma de setor puramente sazonal.
Um cruzamento de dados oficiais revela um cenário de crescimento tracionado por duas forças: a atração massiva de turistas estrangeiros, que injetam capital direto nos municípios, e a robusta injeção de crédito via Fundo Geral de Turismo (Fungetur), que garante à rede hoteleira e de serviços a infraestrutura necessária para suportar essa demanda.
Apenas no primeiro mês de 2026, o Estado recebeu 181,9 mil turistas estrangeiros. O saldo representa o segundo melhor desempenho para janeiro desde 2018, ficando atrás apenas do recorde de 2025 (200 mil visitantes). Em paralelo, o balanço histórico mostra que o trade turístico paranaense foi irrigado por R$ 384,4 milhões em crédito nos últimos anos, preparando o terreno para que o Estado dispute hoje o topo das premiações do mercado nacional.
A Demanda: Capital estrangeiro e o peso do Paraná no Brasil
O volume de visitantes internacionais em janeiro não é apenas um número local; ele tem peso na balança nacional. O Paraná foi o quinto estado brasileiro que mais recebeu estrangeiros no período (atrás de RS, SP, RJ e SC), concentrando quase 13% do total de 1,4 milhão de chegadas registradas no Brasil, segundo o Ministério do Turismo, a Embratur e a Polícia Federal.
A maior parte desses acessos ocorreu por via terrestre, o que explica a forte presença de países vizinhos, mas o crescimento de mercados europeus chama a atenção. O perfil dos emissores foi composto por:
- Paraguai: Liderança isolada com 52% das chegadas.
- Argentina: 30% das chegadas.
- Mercados em expansão: Reino Unido (+20% em relação a janeiro do ano passado), Alemanha (+6%) e Chile (+3%). O Top 10 incluiu ainda Estados Unidos, Peru, Coreia do Sul, Espanha e Colômbia.
Para garantir que esse fluxo se mantenha em alta, o órgão de promoção Viaje Paraná tem intensificado as missões no exterior. “Neste ano, o turismo do Paraná já foi apresentado na FITUR e no Meeting Esto és Paraná, ambas em Madrid. Nesta semana, nossa comitiva está em Portugal com eventos para agentes de viagens de Lisboa e Porto, além de apresentar o potencial na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL)”, detalha Irapuan Cortes, diretor-presidente do órgão.
O secretário estadual do Turismo, Leonaldo Paranhos, reforça o impacto social desses números: “Turismo aquecido resulta em mais empregos e renda. Mostra aos municípios a importância de investir em seus potenciais, qualificando infraestrutura, sinalização e mão de obra. Tivemos o Litoral cheio, ouvindo idiomas diferentes nas ruas e percebendo que o Paraná é um destino internacional”.
O Motor Financeiro: A engrenagem de R$ 384 milhões
Para atender ao turista internacional com excelência, o setor privado precisa de capital. E o Estado tem sido eficiente em fazer esse dinheiro chegar à ponta. Entre 2018 e 2026, o Sistema Paranaense de Fomento destinou R$ 384,4 milhões aos prestadores de serviços via Fungetur (recurso federal acessado via sistema Cadastur).
Esse montante de crédito, que garante previsibilidade aos empresários, foi operado de forma complementar por duas instituições:
1. BRDE e as Médias Empresas O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) viabilizou R$ 298,3 milhões (51,6% do total do Fungetur no PR). Desse valor, 76% foram absorvidos por médias empresas, principalmente redes de hotéis e parques temáticos, focados em ampliação e modernização. O BRDE é hoje o principal agente financeiro do Fungetur no país.
Na Região Sul, o banco já operacionalizou cerca de R$ 1 bilhão em 1,6 mil operações de crédito. “A demanda tem sido forte e contínua, o que mostra a maturidade dos projetos. O que o Fungetur oferece é previsibilidade com prazos compatíveis com o tempo de maturação do investimento”, explica o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior.
2. Fomento Paraná e os Pequenos Negócios Já a Fomento Paraná operou R$ 88 milhões, com foco na base da cadeia. Aqui, 74% do volume foi direcionado a micro e pequenas empresas, que possuem um ticket médio de R$ 28 mil por empreendimento.
Segundo Claudio Stabile, diretor-presidente da instituição, a parceria continua ativa. “Temos mais de R$ 21 milhões disponíveis na linha Fomento Turismo para apoiar pequenos negócios, que são importantes geradores de empregos e renda, com as melhores taxas do mercado”.
Reconhecimento nacional: O Prêmio M&E Awards
A consequência de uma infraestrutura financiada e de uma captação internacional agressiva é o reconhecimento pelo mercado especializado. O Paraná é um dos grandes finalistas do “M&E Awards – Destinos do Ano 2026”, concurso promovido pelo veículo Mercado & Eventos. O prêmio, que passou por curadoria de especialistas do trade, engloba 15 estados brasileiros.
O Paraná disputa em duas das 10 categorias, cujos vencedores serão anunciados em abril, na feira WTM Latin América, em São Paulo (a votação popular segue até 27 de março):
- Turismo de Negócios e Eventos (MICE): Concorrendo contra gigantes como São Paulo e Rio de Janeiro, o Paraná aposta na força de Curitiba e Foz do Iguaçu. Juntas, as duas cidades somam capacidade para 261 mil pessoas em espaços de eventos e mais de 35 mil leitos. Curitiba descentralizou a rota de mega shows internacionais com seus três Centros de Convenções, teatros e estádios. Foz do Iguaçu, por sua vez, aproveita as reformas recentes de seu Centro de Convenções e a proximidade com a Tríplice Fronteira.
- Sustentabilidade: Concorrendo contra Amazonas e Mato Grosso do Sul, o Paraná é o único estado com dois Patrimônios Naturais da Humanidade reconhecidos pela Unesco (Cataratas do Iguaçu e a Grande Reserva Mata Atlântica). Além de abrigar as Cataratas e o passeio de trem na Serra do Mar, o Estado conta com 29 Unidades de Conservação abertas à visitação e cerca de 50 áreas verdes gratuitas apenas em Curitiba.
A força do Estado na premiação é justificada pelos números recordes de 2025: “Nossos principais atrativos registraram juntos mais de 10 milhões de visitas no ano passado. Isso mostra como o Paraná tem se tornado uma tendência no mercado”, conclui Irapuan Cortes.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Turismo do Paraná
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