(Foto: Fabio Dias)
Vida de luxo custeada por fraudes: Polícia prende quadrilha que usava dados de dependentes químicos para golpes em Londrina
Operação apreendeu R$ 20 mil em dinheiro, carros e até um jet ski. Grupo abria contas em nome de pessoas vulneráveis e movimentava até R$ 200 mil por conta.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) desmantelou, na manhã desta terça-feira (3), um esquema criminoso em Londrina que explorava a vulnerabilidade social para financiar uma vida de ostentação. Quatro pessoas foram presas suspeitas de utilizar identidades de usuários de drogas e pessoas em situação de rua para abrir contas bancárias e contrair empréstimos consignados fraudulentos.
A operação cumpriu também nove mandados de busca e apreensão. Com o apoio de cães de faro, os agentes localizaram R$ 20 mil em espécie, uma arma de fogo, diversos cartões bancários, documentos, maquininhas de cartão, além de bens de alto valor adquiridos com o dinheiro ilícito: três veículos e um jet ski.
O Esquema: Da miséria à ostentação
A investigação, iniciada em 2023, revelou um contraste cruel. Enquanto as vítimas eram pessoas em extrema vulnerabilidade, os golpistas mantinham um padrão de vida luxuoso, utilizando empresas de fachada para lavar o dinheiro.
O delegado Edgard Hildebrand, responsável pelo caso, explica a dimensão do golpe que operava desde 2020:
“Identificamos cinco contas abertas no interior de São Paulo com documentação fraudulenta. Em outro inquérito em andamento, rastreamos a abertura de mais de cem contas bancárias feitas dessa mesma forma. Cada conta tinha uma média de movimentação de R$ 150 mil a R$ 200 mil.”
Segundo a polícia, os criminosos pegavam os documentos dessas pessoas vulneráveis, abriam as contas digitais, realizavam os empréstimos e sacavam os valores, deixando a dívida em nome de quem sequer tinha conhecimento da fraude.
“Esses recursos eram obtidos por meio de fraude, lavagem de dinheiro e violação da dignidade humana, em contraste com a aparência de sucesso e prosperidade mantida pelos envolvidos”, complementou o delegado.
Os quatro detidos foram encaminhados ao sistema penitenciário e responderão pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A polícia segue investigando para identificar outros beneficiários do esquema.

Com informações de Agência de Notícias da Polícia Civil do Paraná
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