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Você sabia que o Palácio Iguaçu é aberto ao público? Agende um tour pela história e arquitetura do Paraná

Você sabia que o Palácio Iguaçu é aberto ao público? Agende um tour pela história e arquitetura do Paraná

(Foto: Arnaldo Neto)

Você sabia que o Palácio Iguaçu é aberto ao público? Agende um tour pela história e arquitetura do Paraná


Com arquitetura modernista que inspirou Brasília e um acervo de 500 obras de arte, o edifício guarda segredos que vão desde a visita do Papa João Paulo II até romances vividos por servidores que estão lá há quatro décadas.

Quem observa a imponente fachada envidraçada no ponto mais alto do Centro Cívico de Curitiba, muitas vezes não imagina o tesouro guardado em seus 15 mil metros quadrados. O Palácio Iguaçu, sede do Governo do Paraná, ultrapassou a barreira das sete décadas (completadas em dezembro de 2024) não apenas como o centro das decisões políticas, mas como um museu vivo.

Tombado pelo Patrimônio Cultural, o prédio recebe milhares de turistas anualmente — foram 3.473 visitantes apenas em 2025 — em busca de suas histórias, sua arquitetura revolucionária e sua galeria de arte que narra a identidade paranaense.

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A Ousadia Modernista e a Escada que “Flutua”

Inaugurado em 19 de dezembro de 1954 pelo governador Bento Munhoz da Rocha Neto, o Palácio foi a pedra fundamental do primeiro Centro Cívico do Brasil, conceito que mais tarde inspiraria a construção de Brasília.

O projeto do arquiteto David Azambuja trouxe para o Paraná a linguagem do modernismo: grandes vãos livres e o uso do concreto armado. O maior símbolo dessa ousadia é a escadaria em caracol do Salão Monumental. Sem pilares de sustentação aparentes, ela parece flutuar no ar, um feito de engenharia que causou medo na época.

“O grande medo era que a escada não suportasse o peso. Um dia após o banquete de inauguração, uma multidão tomou as escadarias. Bento dizia: ‘Se aguentou agora, vai aguentar sempre’”, relembra Gilda Munhoz da Rocha, nora do ex-governador.

Um Acervo de 500 Obras

O interior do Palácio contrasta com a rigidez externa. Decorado por Júlio de Almeida Senna, um dos mais influentes do século XX, o espaço mescla o modernismo com o clássico europeu — o piso do Salão Nobre, por exemplo, foi inspirado no Palácio de Versailles.

Mas a alma do prédio é paranaense. O acervo conta com mais de 500 obras, curadas tecnicamente pela equipe do Museu Oscar Niemeyer (MON).

Destaques do Acervo:

  • O Painel de Humberto Cozzo: Uma escultura em arenito que cobre todo o pé-direito do hall de entrada, retratando os ciclos econômicos do estado, do mate à madeira.
  • O Olhar de Theodoro De Bona: No Salão Nobre, o painel da instalação da Província do Paraná possui uma técnica de ilusão de ótica onde um dos personagens parece encarar o visitante de qualquer ângulo da sala.
  • Alfredo Andersen: O “pai da pintura paranaense” tem uma tela de destaque no próprio gabinete do governador (“A Queimada – lavadeiras”), ícone do Movimento Paranista.
  • Poty Lazzarotto: Presente tanto nos murais externos quanto em obras internas.

A Fé e o Papa

O Palácio também é um local de fé. A Capela interna, dedicada a Nossa Senhora do Rocio, guarda um momento histórico. Foi ali, em julho de 1980, que o Papa João Paulo II se paramentou antes de celebrar uma missa campal para 700 mil pessoas.

A decoração sóbria e elegante da capela, assim como a escolha da padroeira, teve o dedo de Flora Camargo Munhoz da Rocha, esposa de Bento. “Flora tinha essa preocupação de transformar o Palácio em um local aconchegante, que contasse a história do Paraná”, explica o historiador Paulo Colaço.

Você sabia que o Palácio Iguaçu é aberto ao público? Agende um tour pela história e arquitetura do Paraná
(Foto: José Fernando Ogura)

As Vidas dentro do Palácio

Mais do que concreto e tinta a óleo, o Palácio é feito de gente. A série especial da Agência Estadual de Notícias revelou personagens que dedicam a vida aos corredores do poder.

É o caso de Merli Garcia, a servidora ativa com mais tempo de casa: 46 anos. Ela entrou aos 18 anos, recém-formada em datilografia. O Palácio lhe deu mais que um emprego na Casa Civil; deu-lhe uma família.

“Conheci meu esposo em 1982, nos corredores do Palácio. Tivemos uma troca de olhares… Dois anos depois, nos casamos. Já são 38 anos de união”, conta Merli.

Outro guardião da memória é José Neres dos Santos. Seu primeiro e único emprego foi no Palácio, começando aos 14 anos como Guarda-Mirim e ascensorista, girando a manivela dos antigos elevadores manuais. Hoje, aos 57 anos, atua no setor financeiro.

Serviço: Como visitar?

O Palácio Iguaçu está de portas abertas para quem deseja conhecer essa joia da arquitetura e da arte. As visitas são guiadas pela equipe do Cerimonial.

  • Quando: De segunda a sexta-feira, em horário comercial.
  • Agendamento: É necessário agendar previamente.
    • Telefone: (41) 3350-2983
    • E-mail: gika@casamilitar.pr.gov.br (Grupos de até 20 pessoas).
  • Tour Virtual: Disponível no site oficial do Governo do Estado.
  • Localização: Praça Nossa Senhora de Salette, s/n – Centro Cívico, Curitiba.
Você sabia que o Palácio Iguaçu é aberto ao público? Agende um tour pela história e arquitetura do Paraná
(Foto: Arnaldo Neto)

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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