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11 de setembro: 25 anos após a tragédia, réus aguardam corte militar

11 de setembro: 25 anos após a tragédia, réus aguardam corte militar

(Foto: Divulgação STR News)

11 de setembro: 25 anos após a tragédia, réus aguardam corte militar


Duas décadas e meia após os ataques em Nova York, o impacto psicológico perdura enquanto os réus aguardam tribunal militar

A Justiça militar dos Estados Unidos definiu para junho de 2028 o julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, chefe de operações da Al Qaeda e mentor intelectual dos ataques de 11 de setembro. Ele orquestrou o sequestro e a colisão de aviões comerciais contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, no condado de Arlington. A proximidade do tribunal reacende a memória visual e o trauma deixado pelos atentados que mataram quase 3 mil pessoas no início do século 21.

As aeronaves atingiram os edifícios a mais de 800 quilômetros por hora, provocando uma sucessão imediata de explosões estruturais. O colapso das torres gêmeas gerou uma nuvem de poeira tóxica que expôs cerca de 400 mil indivíduos a riscos severos de saúde. Equipes de resgate e limpeza precisaram de aproximadamente oito meses para remover 1,8 milhão de toneladas de escombros do Marco Zero.

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O choque em tempo real e a memória visual contínua

A transmissão ininterrupta do colapso alterou a forma como a sociedade consome coberturas jornalísticas. Na época, a internet possuía alcance limitado, o que concentrou a atenção global na tela da TV ao vivo. A repetição exaustiva das imagens de destruição prendeu o público e gerou um efeito de choque coletivo profundo.

Especialistas em comunicação avaliam que essa superexposição criou um fenômeno de tempo congelado. O professor Eugênio Bucci explica que a reprodução contínua de um desastre estende poucos minutos por horas ou dias, criando uma relação distinta com o fluxo do tempo para quem assiste.

Isso abriu uma ferida no olhar. Naquele dia, o olhar se tornou mutilado de guerra. O atentado conseguiu ferir todas as pessoas, tanto que todas as pessoas no mundo inteiro são capazes de se lembrar onde estavam quando tiveram notícia daquele acontecimento.”

A televisão ao vivo desenvolveu essa possibilidade, que é o congelamento do tempo. Se dá pela expansão de 1 segundo ou de poucos minutos em uma repetição que não cessa, toma horas, às vezes dias, e dá em todos os que estão conectados ali, dá essa relação distinta com o fluxo do tempo.

Relatos de quem vivenciou a queda das torres

A magnitude física do evento permanece gravada na experiência dos sobreviventes e testemunhas oculares. O empresário Márcio Boruchowski trabalhava em um prédio vizinho ao complexo e acompanhou os momentos de desespero a poucos metros de distância. O impacto visual e, principalmente, a escala sonora do desabamento definiram a lembrança daquele dia.

Eu vi uma série de pessoas se jogando, como se fosse um incêndio. A demora para cair foi muito chocante, isso ficou para sempre. O barulho que se faz quando cai uma ou duas torres de 100 andares é o maior decibel. Pensa no maior barulho que você ouviu na sua vida e transforma isso em 1 minuto 40 segundos eternamente.”

Enquanto Nova York lidava com a devastação de dois arranha-céus, outros dois aviões completavam a ação coordenada. Uma terceira aeronave atingiu a sede do Departamento de Defesa na Virgínia. Passageiros do quarto voo forçaram a queda do aparelho em uma área rural de Shanksville, impedindo que a aeronave atingisse outro alvo estratégico.

O longo caminho judicial e o destino dos réus

A resposta militar norte-americana levou à caçada dos líderes da Al Qaeda na década seguinte. Forças especiais localizaram e mataram Osama Bin Laden, fundador do grupo terrorista, durante uma operação no Paquistão em 2011. Contudo, o desfecho judicial para os operadores presos ainda enfrenta lentidão e atrasos burocráticos.

Khalid Sheikh Mohammed permanece detido desde sua captura no Paquistão em 2003 e aguarda o tribunal militar na base de Guantánamo. Além do mentor intelectual, as autoridades planejam julgar outros três réus apontados como coautores no planejamento logístico dos ataques:

  • Walid Muhammad Salih Mubarak bin ‘Atash
  • Mustafa Ahmed Adam al Hawsawi
  • Ali Abdul Aziz Ali

A condução dos interrogatórios e o longo período de detenção sem julgamento atrasaram o processo legal. O agendamento da corte marcial para 2028 marca uma tentativa de encerrar um dos capítulos judiciais mais longos da história recente, garantindo uma resposta institucional final para os eventos que reconfiguraram a geopolítica global.

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11 de setembro: 25 anos após a tragédia, réus aguardam corte militar
(Foto: Divulgação STR News)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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