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21 cidades do Paraná terão R$ 39 milhões para projetos de agroecologia

21 cidades do Paraná terão R$ 39 milhões para projetos de agroecologia

(Foto: Denis Ferreira Netto)

21 cidades do Paraná terão R$ 39 milhões para projetos de agroecologia


Recursos oriundos de acordo judicial da Repar financiam recuperação de nascentes e combate à erosão em áreas rurais do estado

O Instituto Água e Terra (IAT) vai repassar R$ 39,1 milhões para a execução de 13 projetos práticos de agroecologia no Paraná. A autarquia, ligada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), aprovou o investimento para estruturar ações ambientais diretas em 21 municípios paranaenses. As obras e capacitações ocorrem prioritariamente dentro de áreas de assentamentos de reforma agrária.

Comunidades indígenas, pescadores artesanais e catadores de materiais recicláveis recebem a infraestrutura projetada de maneira direta. Os trabalhos englobam a recuperação imediata de Áreas de Preservação Permanente (APP) e de Reservas Legais (RL) degradadas.

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As frentes operacionais constroem sistemas de captação de água da chuva, instalam cisternas e executam a contenção física de processos erosivos no solo dessas propriedades rurais.

Suporte técnico e ações de educação ambiental no campo

A Rede Paraná Metrologia e Tecnologia fornece a base técnica para a execução de cada projeto aprovado. Engenheiros e especialistas orientam as adequações de terreno para garantir que a proteção das nascentes atenda aos padrões exigidos pela legislação.

A meta central alinha a conservação da biodiversidade com a rotina de produção agrícola local e com as metas da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

As equipes preparam mutirões de trabalho e oficinas de capacitação contínua para os moradores das regiões atendidas. Os técnicos distribuem cartilhas educativas e promovem intercâmbios de conhecimento entre as comunidades, atacando diretamente problemas como a insegurança hídrica e a pobreza rural.

“Os projetos vão contribuir para a recuperação da cobertura vegetal e a conservação da biodiversidade, integrando a recuperação dos ecossistemas à produção rural. Dessa forma, os benefícios vão além das áreas dos assentamentos, contribuindo também para a melhoria da qualidade ambiental e dos serviços ecossistêmicos, com impactos positivos para outras regiões do Paraná.” — Jonar Johannes Roth, engenheiro ambiental da Sedest.

Dinheiro provém de indenização histórica em Araucária

O financiamento atual tem origem no caixa gerado por uma das maiores infrações ambientais da história recente do estado. Os recursos saem do montante de R$ 1,2 bilhão pago pela Petrobras como indenização pelo vazamento de 4 milhões de litros de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). O desastre atingiu os rios e o solo de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, no ano de 2000.

O Ministério Público Federal e o Ministério Público Estadual supervisionam a liberação desse dinheiro, formalizada em um acordo judicial definitivo em 2021. Os órgãos de controle exigem que as verbas fiquem restritas a ações de recuperação ambiental, reparação de danos e políticas públicas de sustentabilidade no território paranaense.

Cidades mapeadas e fase final de documentação

Os trâmites burocráticos enfrentam agora a fase de assinatura dos termos de fomento. A equipe da Sedest atualiza os planos de trabalho e os documentos orçamentários finais antes de autorizar o início oficial do cronograma de obras.

O mapeamento governamental selecionou áreas estratégicas para pulverizar o impacto da recuperação ecológica. As cidades beneficiadas pelo programa incluem:

  • Região Leste e Litoral: Curitiba, Lapa, Paranaguá e Guaraqueçaba.
  • Norte e Noroeste: Londrina, Amaporã, Planaltina do Paraná, Terra Rica, Marilena, Santa Mônica, Paranacity, Ortigueira, Congonhinhas e São Jerônimo da Serra.
  • Sul e Sudoeste: Clevelândia, Honório Serpa e Palmas.
  • Oeste e Vale do Ivaí: Diamante D’Oeste, Vera Cruz do Oeste, Querência do Norte e Jardim Alegre.

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21 cidades do Paraná terão R$ 39 milhões para projetos de agroecologia
(Foto: Denis Ferreira Netto)

Com informações de Agência de Notícias do Instituto Água e Terra 


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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