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2º Turno: horário eleitoral recomeça com foco na escala 6×1 e novos apoios políticos

2º Turno: horário eleitoral recomeça com foco na escala 6x1 e novos apoios políticos

(Foto: Beto Barata)

2º Turno: horário eleitoral recomeça com foco na escala 6×1 e novos apoios políticos


Campanha na rádio e TV vai até 23 de outubro; no Paraná, mobilização estudantil e articulação de governadores dão o tom da disputa presidencial.

A propaganda eleitoral gratuita para o segundo turno das Eleições 2026 volta a ser transmitida nesta sexta-feira (9) nas emissoras de rádio e televisão de todo o país. O espaço diário garantido até 23 de outubro marca uma nova etapa na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que agora contam com cinco minutos cada, por bloco, para convencer os eleitores indecisos.

No Paraná, a retomada do horário político coincide com um cenário de intensa mobilização, dividido entre articulações de gabinete em Brasília e atos massivos nas ruas da capital paranaense.

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O eleitor acompanhará as transmissões em dois momentos do dia: no rádio, às 7h e ao meio-dia, e na televisão, das 13h às 20h30. Os candidatos ao Palácio do Planalto terão duas inserções diárias de segunda a sábado.

O tempo de tela será fundamental para detalhar propostas que impactam diretamente a economia, como o futuro da escala de trabalho 6×1 e as eventuais mudanças nas regras de aposentadoria que vêm dominando o debate público.

O xadrez político e a força do Paraná

Enquanto a campanha migra para as telas, os bastidores fervem com a consolidação de alianças para a reta final. Flávio Bolsonaro reuniu 14 governadores eleitos em Brasília para demonstrar força política. A presença de Sergio Moro (PL), recém-eleito governador do Paraná, chamou a atenção no encontro.

O ex-juiz e ex-ministro da Justiça superou antigos desgastes com a família Bolsonaro, ocorridos durante sua saída do governo federal, para integrar a linha de frente do candidato do seu partido.

O candidato do PL também formalizou o apoio de Augusto Cury, terceiro colocado no primeiro turno, mediante a assinatura de uma carta de compromissos que inclui o fim da reeleição presidencial. A frente conservadora ganhou ainda o reforço de federações partidárias de peso, como a União Progressista (União Brasil e PP), e de lideranças ligadas ao agronegócio, incluindo o governador goiano Ronaldo Caiado.

Em suas declarações recentes, Flávio antecipou que pretende usar o Congresso Nacional para aprovar Propostas de Emenda à Constituição (PECs) focadas em reforma tributária e redução da maioridade penal.

Ruas de Curitiba refletem a polarização nacional

O contraponto às alianças de gabinete ocorreu na Praça Santos Andrade, no centro de Curitiba. Cerca de 50 mil estudantes ocuparam a frente do prédio histórico da Universidade Federal do Paraná em um ato de apoio ao atual presidente e candidato à reeleição, Lula. A mobilização, organizada por entidades representativas estaduais e federais, focou na defesa da educação pública e criticou abertamente a candidatura de Flávio Bolsonaro.

O protesto curitibano não ocorreu de forma isolada, integrando um movimento nacional que levou multidões às ruas no Rio de Janeiro, Salvador e outras capitais. Cartazes com dizeres contrários à influência estrangeira e pedidos de maior soberania nacional dominaram a paisagem.

O volume de manifestantes no Paraná evidencia a tentativa da campanha petista de engajar a juventude e reverter o cenário apontado pela pesquisa Datafolha (BR-02949/2026), que mostra o candidato do PL numericamente à frente, com 49% das intenções de voto contra 45% do petista, configurando um empate técnico no limite da margem de erro.

6×1 no centro do debate econômico

A estratégia de Lula neste início de segundo turno aposta forte na pauta trabalhista. O candidato do PT passou os últimos dias reunido com a coordenação de campanha e focou seu discurso na PEC que pede o fim da escala de trabalho 6×1, atualmente em tramitação no Senado.

O objetivo é garantir que o trabalhador tenha dois dias de descanso semanais sem redução salarial, proposta que atrai a simpatia imediata das bases sindicais.

Durante eventos públicos, Lula subiu o tom contra o adversário ao alertar para o risco de cortes em programas sociais. Ele relembrou as reduções orçamentárias sofridas pelo Farmácia Popular e pelo Mais Médicos em gestões passadas, opondo esse modelo à sua promessa de expansão de investimentos estatais.

Segundo o atual presidente, a redução da dívida pública deve ocorrer por meio do crescimento econômico gerado por grandes obras e não por ajustes fiscais.

Denúncias e embates no ambiente digital

O clima eleitoral gerou embates judiciais envolvendo campanhas digitais com promessas financeiras. A Procuradoria-Geral Eleitoral foi acionada pela coligação de Lula após a descoberta de um site que distribui criptomoedas para usuários que compartilhem mensagens favoráveis a Flávio Bolsonaro.

O esquema envolve até um grupo de Uganda, conhecido como Hyperkids, que gravou vídeos promovendo o token digital.

A legislação eleitoral brasileira proíbe estritamente a veiculação de propaganda paga na internet fora dos canais oficiais, e o repasse de vantagens financeiras em troca de apoio político configura aliciamento de eleitores.

A equipe de Flávio Bolsonaro negou qualquer envolvimento com a iniciativa, prometendo acionar o Tribunal Superior Eleitoral para retirar a página do ar e negando a contratação de perfis para divulgação de conteúdo.

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2º Turno: horário eleitoral recomeça com foco na escala 6x1 e novos apoios políticos
(Foto: Ricardo Stuckert)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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