Fiscalização Abrange Diversos Estabelecimentos
Agentes fiscais e técnicos da Sanepar, do Instituto Ambiental de Maringá (IAM) e da Agência Maringaense de Regulação (AMR) estão visitando estabelecimentos como lava-rápidos, funilarias, mecânicas e estacionamentos em Maringá. O objetivo é verificar a documentação e a estrutura utilizada para o destino dos resíduos gerados na lavagem de veículos.
Itens Essenciais na Checagem
A lista de verificação da fiscalização inclui itens cruciais como a presença e o funcionamento de caixas separadoras, canaletas, calhas, cobertura adequada e a correta destinação do efluente. A iniciativa busca principalmente orientar os proprietários e regularizar as situações que estejam em desacordo com as normas ambientais.
Impactos Ambientais e no Saneamento
Vitor Gorzoni, gerente geral da Sanepar na Região Noroeste, ressalta os graves prejuízos causados pelo descarte inadequado dos resíduos. “A gente tem excesso de sólidos, uma carga de esgoto muito maior do que aquela permitida por lei, ficando fora das normas ambientais. Isso acarreta uma dificuldade maior no tratamento”, explicou. Ele enfatiza que a Sanepar atua como parceira do município para garantir que os estabelecimentos operem em conformidade, beneficiando o meio ambiente e toda a população.
Licenciamento Ambiental e Anuência da Sanepar
Mikaella Favaram Zanelatto, gerente de fiscalização ambiental do IAM, esclarece que todos os estabelecimentos que realizam lavagem de carros, independentemente de serem microempreendedores individuais (MEI), precisam possuir licença ambiental e carta de anuência da Sanepar. Essa exigência visa assegurar que as atividades sejam conduzidas de forma responsável.
Parceria e Abrangência da Fiscalização
A parceria tripla entre Sanepar, IAM e AMR teve início em setembro do ano passado e continuará ao longo deste ano. Com mais de 700 estabelecimentos registrados em Maringá sob a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) de lavagem de carros, a fiscalização ocorre de forma intensiva em um dia da semana. Quatro equipes divididas por toda a cidade garantem a cobertura, permitindo que as demais demandas de fiscalização ambiental do município também sejam atendidas.
Foco na Orientação e Colaboração
Zanelatto destaca que a abordagem dos fiscais é primariamente orientadora, com o intuito de não penalizar os estabelecimentos. “As nossas abordagens são para orientar e não penalizar e eles entenderam isso e nos recebem muito bem. O foco todo é o meio ambiente e de maneira alguma prejudicar os estabelecimentos, porque a gente entende a contribuição tributária que eles têm para o município”, concluiu.
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