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Tudo aberto no interior: Operário e Londrina param nos goleiros e empatam 1º jogo da final do Paranaense

Tudo aberto no interior: Operário e Londrina param nos goleiros e empatam 1º jogo da final do Paranaense

(Foto: Divulgação OFEC)

Tudo aberto no interior: Operário e Londrina param nos goleiros e empatam 1º jogo da final do Paranaense


Em duelo tático, Vagner e Kozlinski brilham e garantem o 0 a 0 no Germano Krüger. O grande campeão estadual de 2026 será decidido no próximo sábado (7), no Estádio do Café.

A taça do Campeonato Paranaense 2026 continua sem dono. Em uma tarde de sábado (28) marcada por um confronto tático intenso e grandes atuações defensivas, Operário e Londrina empataram em 0 a 0 no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, na partida de ida da grande final do torneio estadual.

Com o placar zerado, a decisão do título fica totalmente em aberto para o jogo de volta. A partida final acontecerá no próximo sábado, 7 de março, às 16 horas, no Estádio do Café, em Londrina.

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A matemática para a volta é simples e direta: quem vencer nos 90 minutos finais, fica com o título. Em caso de um novo empate no placar, o grande campeão paranaense de 2026 será decidido nas cobranças de pênaltis.

O Jogo: Ataque contra contra-ataque e a muralha dos goleiros

Apesar da ausência de gols, o torcedor que compareceu a Ponta Grossa assistiu a um jogo aberto e com boas alternativas ofensivas de ambas as equipes. A rede só não balançou porque os goleiros Vagner (do Operário) e Kozlinski (do Londrina) estavam em uma tarde inspirada e garantiram a igualdade.

Os dois times foram a campo espelhados no esquema tático 4-2-3-1. No primeiro tempo, o Operário buscou se impor em casa e adiantou suas linhas, atacando em um formato 3-2-5 para pressionar a última linha de defesa do adversário. O meia Boschilia foi o principal motor do Fantasma, levando muito perigo nas bolas paradas. Aos 34 minutos, em cobrança de escanteio de Boschilia, Índio cabeceou forte, mas Kozlinski fez grande defesa.

O Londrina adotou uma postura mais recuada, mas exibiu muita qualidade e velocidade nos raros contra-ataques. Quase no fim da primeira etapa, aos 43 minutos, o ponta Paulinho Moccelin puxou a transição rápida e tocou para Iago Teles, que chutou com perigo ao lado do gol.

Na volta para o segundo tempo, o panorama se manteve. O Operário retornou melhor e obrigou o goleiro Kozlinski a fazer duas boas defesas logo nos minutos iniciais. O Tubarão, no entanto, continuou assustando nas respostas rápidas: aos 12 minutos, João Tavares quase marcou; e aos 18, Iago Teles deixou Juninho cara a cara com o gol, mas o atacante chutou em cima do goleiro Vagner. Na reta final, as equipes mantiveram a organização e evitaram grandes riscos, selando o 0 a 0.

Duelo de invictos e peso histórico na balança

O embate no banco de reservas também foi um espetáculo à parte, reunindo dois treinadores que estão invictos no comando de suas equipes neste ano: Luizinho Lopes, pelo Operário, e Allan Aal, pelo Londrina. Como as equipes só estreiam na Série B do Campeonato Brasileiro no dia 21 de março, ambas puderam escalar força máxima e tratar a final estadual como prioridade absoluta (os únicos desfalques foram os pontas Vitinho e Caio, do Londrina).

O confronto opõe duas campanhas distintas e um peso histórico gigantesco para o futebol do interior:

  • A solidez do Londrina: O Tubarão chega à final invicto, somando 5 vitórias e 6 empates no torneio. O clube busca o seu sexto título estadual (já venceu em 1962, 1981, 1992, 2014 e 2021), consolidando-se como o time do interior com o maior número de troféus na história da competição.
  • A recuperação do Operário: O Fantasma iniciou o ano em turbulência, o que resultou na saída do técnico Alex logo no começo do torneio. Após se reerguer com o interino Schumacher e a chegada de Luizinho Lopes, o time eliminou pedreiras como o Coritiba na semifinal. Agora, busca o tricampeonato paranaense (após as conquistas de 2015 e de 2025).

A promessa é de um jogo eletrizante no Estádio do Café, refletindo o equilíbrio deste século: nos confrontos entre as equipes neste milênio, o Operário tem leve vantagem com 10 vitórias, contra 9 do Londrina e 7 empates.

Tudo aberto no interior: Operário e Londrina param nos goleiros e empatam 1º jogo da final do Paranaense
(Foto: Divulgação OFEC)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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