(Foto: Marcelo Camargo)
Bandeira verde continua em março e consumidor não terá acréscimo na fatura de energia
Aneel confirma o terceiro mês consecutivo sem acréscimos na fatura, impulsionado pelo bom volume de chuvas e melhora nos reservatórios.
O consumidor brasileiro terá mais um mês de alívio na hora de pagar a fatura de energia elétrica. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (27), que a bandeira tarifária verde será mantida durante todo o mês de março.
Com essa decisão, o país entra no seu terceiro mês consecutivo com a bandeira no patamar mais baixo do sistema. Na prática, isso significa que não haverá a cobrança de nenhum custo adicional na conta de luz das residências, dos estabelecimentos comerciais e das indústrias.
O que motivou a manutenção da bandeira verde?
A boa notícia para o bolso do consumidor é reflexo direto do clima. De acordo com o relatório da Aneel, o Brasil registrou um aumento significativo no volume de chuvas durante o mês de fevereiro.
Essa melhora nas precipitações garantiu a elevação do nível de água nos reservatórios das hidrelétricas, criando as condições favoráveis para manter a tarifa sem acréscimos. No entanto, a agência reguladora fez um pequeno alerta sobre a operação do sistema:
“Ainda que a bandeira seja verde e as condições de geração sejam favoráveis na maior parte do tempo, importante lembrar que pode haver despacho complementar de usinas termelétricas para garantir a robustez do sistema elétrico em situações operativas específicas”.
A próxima avaliação do cenário nacional já tem data marcada: no dia 27 de março, a Aneel anunciará qual será a bandeira aplicada no mês de abril. É justamente em abril, ao final do período mais úmido do ano, que a agência também costuma definir os novos valores das bandeiras para o ciclo seguinte.
Como funciona o sistema de cobranças extras
Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias tem uma função muito clara: sinalizar ao consumidor os custos reais e variáveis da geração de energia elétrica no país a cada mês.
Todos os meses, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) avalia as condições de geração (nível das chuvas, necessidade de ligar termelétricas, etc.) e define a melhor estratégia para atender a demanda de consumo da população. Essa estratégia gera uma previsão de custos, que determina a cor da bandeira.
Quando o custo sobe e o sistema sai da bandeira verde, a conta de luz passa a sofrer acréscimos calculados a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Veja quais são os valores extras cobrados atualmente, caso as condições piorem:
- Bandeira amarela (condições menos favoráveis): acréscimo de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha, patamar 1 (condições mais custosas): acréscimo de R$ 4,46 por 100 kWh consumidos.
- Bandeira vermelha, patamar 2 (condições ainda mais custosas): acréscimo de R$ 7,87 por 100 kWh consumidos.

Com informações de Agência Brasil
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