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Cultura da abóbora movimenta R$ 106 milhões e impulsiona economia de 330 municípios no Paraná
Com a Grande Curitiba na liderança da produção, cultivo se consolida como fonte de renda estável. Agronegócio estadual também celebra recordes na suinocultura e a retomada nas exportações de mel.
A força do campo paranaense vai muito além das tradicionais safras de soja e milho. Os dados mais recentes da olericultura do estado mostram que a abóbora se tornou um motor financeiro silencioso, mas extremamente poderoso, para milhares de famílias rurais.
De acordo com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado nesta semana pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cultura movimentou um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 106,5 milhões ao longo de 2025. O levantamento também traz um panorama otimista para a safra de grãos, mercado de carnes e apicultura neste início de 2026.
O peso financeiro e a capilaridade da abóbora
O que mais chama a atenção nos dados do Deral é a forma como o cultivo da abóbora está espalhado pelo mapa do estado, provando ser uma excelente alternativa para a pequena e média propriedade.
A cultura está presente em 330 dos 399 municípios paranaenses. Ao todo, os agricultores dedicaram 2,8 mil hectares para o plantio, resultando em uma colheita robusta de 50,7 mil toneladas.
Para o agrônomo do Deral, Paulo Andrade, essa presença massiva ajuda a garantir o sustento do produtor ao longo do ano:
“É um produto que tem apresentado uma relativa estabilidade de preços, dando a possibilidade de, nesse processo de diversificação da propriedade, ofertar um produto que tem diversos usos, inclusive na culinária.”
Grande Curitiba lidera e preços apresentam alta no atacado
Apesar de estar distribuída por quase todo o estado, a produção de abóbora possui polos de concentração muito bem definidos. O pódio regional da produção paranaense é composto por:
- 1º Região de Curitiba: Responsável por 33,9% de todos os indicadores estaduais.
- 2º Região de Jacarezinho: Com 12,6% da fatia de produção.
- 3º Região de União da Vitória: Contribuindo com 9,5%.
Para quem comercializa, o momento é de valorização. No atacado da Ceasa de Curitiba, o quilo da abóbora seca está sendo cotado a R$ 2,50 — um valor 25% superior ao que era praticado no mesmo período do ano passado (março de 2025).
Safra de grãos avança com expansão no plantio de milho
Além do destaque para as hortaliças, o boletim do Deral atualizou o cenário das grandes lavouras. A primeira safra de milho do ciclo 2025/26 já ultrapassou a metade do caminho, atingindo 54% de área colhida (do total de 341 mil hectares).
O apetite do produtor pelo milho cresceu: a área plantada nesta safra foi 21,5% maior que no ciclo anterior. O grande salto ocorreu na região Sudoeste, que ampliou o cultivo em impressionantes 55,1%. Paralelamente, o plantio da segunda safra de milho já chega a 62% da área estimada.
Já o trigo, cultura tradicional de inverno, mantém sua força industrial. O parque moageiro do Paraná possui capacidade para processar 4 milhões de toneladas e, em 2024, utilizou 87% desse potencial para dar conta da alta demanda do mercado interno.
Proteína animal bate recorde histórico enquanto setor lácteo recua
A agroindústria paranaense continua sendo uma potência global na produção de carnes. O ano de 2025 foi encerrado com recordes históricos para a suinocultura brasileira, que atingiu 5,598 milhões de toneladas produzidas, além de excelentes números de exportação.
Por outro lado, quem trabalha com leite enfrenta um cenário mais apertado. O setor lácteo no Paraná registrou retração nos preços, com o litro sendo pago ao produtor pelo valor médio de R$ 2,11 no mês de fevereiro.
Nas águas, a boa notícia ficou por conta da pesca de espécies nativas, que teve suas atividades normalizadas após o encerramento do período de defeso (a Piracema), no último dia 28 de fevereiro.
Retomada internacional: Paraná assume liderança nas exportações de mel
Outro setor que respira aliviado e volta a faturar alto é a apicultura. Logo no primeiro mês de 2026, o Paraná assumiu a liderança nacional absoluta nas exportações de mel in natura, injetando US$ 1,608 milhão na economia local.
Esse fôlego renovado ocorre após uma vitória tributária. Os entrepostos brasileiros haviam sido paralisados por meses devido a tarifas recíprocas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos. Com a derrubada desse “tarifaço” e a aplicação atual de uma taxa global de 15%, o mel paranaense recuperou sua competitividade e voltou a dominar o mercado externo.
As projeções gerais para o agronegócio estadual em 2026 seguem otimistas, compensando eventuais perdas de área com o fortalecimento da agroindústria, o acesso a novos mercados internacionais e a consolidação de cultivos altamente rentáveis, como a olericultura.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná
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