(Foto: Denis Ferreira Netto)
Muito além da praia: Parque Rio da Onça revela o coração da Mata Atlântica em Matinhos
A menos de 10 minutos do centro da cidade, unidade de conservação oferece trilhas, mirantes e contato direto com a biodiversidade litorânea de forma totalmente gratuita.
Quem visita os cerca de 100 quilômetros de extensão do Litoral do Paraná geralmente tem um objetivo claro: aproveitar os balneários, o banho de mar e a areia fofa. No entanto, a região guarda um refúgio verde que oferece uma experiência completamente diferente e imersiva.
Encravado no município de Matinhos, o Parque Estadual Rio da Onça se consolida como um convite irrecusável para os amantes da natureza e do ecoturismo. Administrado pelo Instituto Água e Terra (IAT), o local é uma verdadeira referência em proteção à biodiversidade da Mata Atlântica.
Um santuário de flora e fauna no litoral
Com uma área preservada de 1.650 hectares, o parque é um laboratório vivo. Para os visitantes que desejam explorar a área, o local oferece cinco trilhas exuberantes e totalmente interligadas, totalizando 1,5 quilômetro de percurso. Durante a caminhada, mirantes estratégicos garantem momentos de descanso e contemplação.
A riqueza natural do espaço é dividida entre as seguintes atrações:
- Flora variada: O parque abriga plantas litorâneas típicas, como canelinha, caúna, cupiúva, jacarandá, tapiá e mangue do mato.
- Paraíso das bromélias: O grande destaque botânico são as mais de 80 espécies de bromélias, que ganharam um espaço exclusivo de observação: o imponente Mirante das Bromélias.
- Fauna silvestre: Pesquisas de campo já registraram mais de 25 espécies de répteis e 19 de anfíbios, além da presença de lagartos, tatus e suçuaranas.
Para a estudante de Ciências Biológicas, Mariana Guimarães, de 30 anos, o parque é uma paixão de infância que tem mostrado evolução estrutural.
“Meus avós têm casa atrás do parque há 30 anos, então esse espaço é como se fosse um vizinho. O que percebi é que, de uns tempos para cá, há muita diferença em relação à conservação, ficou melhor. Escutei, por exemplo, um urutau pela primeira vez nessa região.”
Educação ambiental e a origem curiosa do nome
Criado oficialmente em 1981 pelo Decreto Estadual nº 3.741, o parque carrega uma história peculiar por trás de seu batismo. O nome “Rio da Onça” é uma herança direta da observação da fauna local no passado.
Letícia Donayre, funcionária do local, relata como a história da sua própria família se cruza com a identidade da unidade de conservação:
“Foi meu bisavô quem batizou o rio que hoje dá nome ao parque. Ele era morador local e, ao buscar água no rio, sempre avistava a onça. Não pensou duas vezes: é o rio da onça. Pegou!”
Hoje, o local não foca apenas na contemplação, mas na educação. Saulo Ribeiro, recepcionista da Unidade de Conservação, destaca que o perfil do visitante tem mudado, demonstrando mais interesse técnico pela vegetação e pelos animais.
“Incentivamos para que essas abordagens sejam cada vez mais comum. O objetivo que as pessoas saiam do Rio da Onça com a consciência de preservação aflorada.”
Serviço: programe a sua visita ao parque
Para quem deseja incluir o roteiro verde na próxima descida ao litoral paranaense, a organização do parque é simples e acessível:
- Onde fica: Rua Argentina, 99, em Matinhos (acesso pela Rodovia PR-412, no Balneário Riviera II).
- Horário de funcionamento: Aberto das 8h às 17h (atenção: o parque fecha todas as terças-feiras para manutenção).
- Ingresso: A entrada é totalmente gratuita.
- Grupos: Visitas com 10 pessoas ou mais exigem agendamento prévio pelo telefone (41) 3453-2472.

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria de Turismo do Paraná
- Banco do Brasil expande fronteiras e lança pagamento via Pix para compras físicas na Argentina - 9 de março de 2026
- Paraná fortalece gestão de resíduos e reúne 399 municípios para erradicar lixões - 9 de março de 2026
- Protestos contra o feminicídio e a violência de gênero marcam o 8 de março em todo o Brasil - 9 de março de 2026





