O mercado financeiro brasileiro experimentou um dia de alívio nesta segunda-feira (16), com o dólar registrando uma queda expressiva e a Bolsa de Valores (B3) se recuperando após dias de volatilidade. O dólar comercial encerrou as negociações vendido a R$ 5,229, uma retração de R$ 0,085 (-1,60%), acompanhando o movimento da moeda no exterior e impulsionado por uma redução da aversão global ao risco.
Apesar da queda significativa de hoje, a moeda americana acumula alta de 1,87% em março. No entanto, no acumulado do ano, o dólar registra uma desvalorização de 4,72% em relação ao real, que se destacou como um dos melhores desempenhos entre as moedas de mercados emergentes.
Dólar em Queda: Detalhes da Cotação
A cotação do dólar chegou a encostar em R$ 5,28 durante a manhã, mas despencou à tarde, fechando próximo da mínima do dia. Esse recuo ocorre após dois pregões de forte alta, quando a moeda superou R$ 5,30 e atingiu o maior nível de fechamento desde janeiro.
Bolsa Reage Positivamente ao Cenário Externo
No mercado de ações, o principal índice da B3, o Ibovespa, também reagiu de forma positiva, avançando 1,25% e encerrando o pregão aos 179.875 pontos. A recuperação da bolsa, que chegou a ultrapassar 181 mil pontos durante a sessão, reflete a melhora na percepção de risco global e a queda das cotações do petróleo, fatores que aliviaram a pressão sobre os mercados financeiros após dias de forte volatilidade ligada a conflitos no Oriente Médio.
Petróleo Recua com Perspectiva de Reabertura do Estreito de Ormuz
O principal catalisador para a melhora do humor nos mercados foi a queda nas cotações do petróleo. A commodity recuou diante da expectativa de retomada gradual do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma rota estratégica que responde por cerca de 20% da oferta global de petróleo.
O contrato do petróleo do tipo Brent para maio fechou em queda de 2,84%, embora o barril ainda permaneça acima de US$ 100 e acumule valorização de 40% no mês.
Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também contribuíram para reduzir a tensão geopolítica, ao afirmar que o acesso ao estreito poderá ser restabelecido em breve e indicar que há interlocutores no Irã dispostos a dialogar.
Essas falas e a expectativa de reabertura do estreito levaram os investidores a desmontar posições defensivas adotadas na sexta-feira anterior, quando havia receio de escalada da guerra no Oriente Médio.
Fatores Internos Contribuem para o Alívio
No cenário doméstico, operadores apontam como fator positivo as intervenções do Tesouro Nacional no mercado de títulos públicos. O órgão realizou duas operações de recompra de papéis, ampliando a liquidez e contribuindo para a redução de tensões na curva de juros.
Essa movimentação ajudou a derrubar as taxas de contratos de Depósito Interfinanceiro (DI), que registraram quedas superiores a 30 pontos-base (0,3 ponto percentual) em alguns vencimentos.
Aguardando o Copom: Decisão sobre a Selic
Investidores também ajustam suas posições antes da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, marcada para quarta-feira (18).
A expectativa predominante no mercado é de um corte mais moderado da taxa Selic, possivelmente de 0,25 ponto percentual, levando os juros de 15% para 14,75% ao ano.
Contudo, parte dos analistas já considera a possibilidade de manutenção da taxa diante das pressões inflacionárias provocadas pela alta recente do petróleo. Mesmo com uma eventual redução, o diferencial de juros do Brasil continuará elevado, o que tende a sustentar a atratividade do real para investidores internacionais.
Com informações de Agência Brasil
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