O alerta ocorre após a confirmação do primeiro caso importado no Brasil em 2026, registrado em São Paulo, de um bebê de seis meses com histórico de viagem recente à Bolívia.
A confirmação do primeiro caso importado de sarampo no Brasil em 2026 acendeu o alerta na Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa). O diagnóstico de um bebê de seis meses em São Paulo, infectado após uma viagem ao país vizinho, fez o Governo do Estado reforçar o apelo urgente para que a população mantenha a carteira de vacinação em dia, evitando a reintrodução da doença em território paranaense.
Risco nas fronteiras e o disparo de casos nas Américas
Embora o Brasil tenha sido recertificado como país livre do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no fim de 2024, o cenário internacional exige cautela extrema. O continente americano registrou 1.031 casos confirmados apenas nos primeiros meses de 2026 — um volume assustador 45 vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.
A proximidade física e o intenso fluxo de fronteira do Paraná com países que enfrentam surtos ativos, como Argentina, Bolívia e Paraguai, tornam a barreira imunológica indispensável. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, destacou que não é momento para descuidos. “O Estado possui doses disponíveis em todos os municípios. Não podemos baixar a guarda diante do risco de reintrodução do sarampo. A vacina é segura, gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde”, alertou.
Esquema vacinal e a alta proteção dos paranaenses
A boa notícia é que o Paraná faz a sua lição de casa e mantém uma das maiores coberturas vacinais do país. Em 2025, o Estado alcançou 96,91% de cobertura na primeira dose da tríplice viral (que protege contra sarampo, caxumba e rubéola) para crianças de um ano de idade.
Para quem está em dúvida sobre a imunização, a Sesa lembra que o imunizante é gratuito nas UBS. O calendário infantil prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses. Jovens e adultos até 29 anos devem comprovar duas doses no histórico, enquanto a faixa de 30 a 59 anos precisa de apenas uma dose. Para quem planeja viajar ao exterior, a orientação médica é atualizar a carteirinha com pelo menos 30 dias de antecedência do embarque.
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