Falha técnica na manhã desta quinta-feira (9) afetou Congonhas, Guarulhos, Viracopos e Campo de Marte, impactando dezenas de voos. Para compensar os atrasos, terminal da zona sul paulistana operará em horário estendido.
Uma falha técnica no Centro de Controle do Espaço Aéreo causou um verdadeiro efeito dominó na malha viária do país na manhã desta quinta-feira (9). O problema paralisou pousos e decolagens no Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e forçou a interrupção momentânea das operações nos principais terminais aéreos do estado.
O apagão logístico ocorreu durante o horário de pico da manhã, entre 8h58 e 10h09. Apesar do susto para os passageiros, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou o incidente e declarou que todos os requisitos internacionais de segurança de voo foram rigorosamente cumpridos. A origem da falha técnica já está sob investigação pelas autoridades aeronáuticas.
Efeito dominó: o impacto nos terminais
Como Congonhas é um dos terminais mais movimentados do país, o fechamento temporário de seu espaço aéreo exigiu uma reconfiguração imediata do tráfego na região Sudeste, deixando inoperantes, por minutos a fio, outros importantes aeroportos.
Confira o balanço do impacto:
- Congonhas (São Paulo): Epicentro do problema, registrou o impacto em pelo menos 30 voos ao longo do dia, entre atrasos e cancelamentos.
- Guarulhos (GRU Airport): A concessionária informou que o maior aeroporto internacional do país sofreu uma paralisação momentânea devido ao gargalo gerado pela pane vizinha.
- Campo de Marte (São Paulo): Focado em aviação executiva e helicópteros, teve de suspender suas operações durante vários minutos, conseguindo retomar os trabalhos apenas às 10h34.
- Viracopos (Campinas): Também registrou inoperância momentânea na esteira da falha de comunicação do controle aéreo.
- Afonso Pena (Curitiba): Cancelamento de 12 voos (6 pousos e 6 decolagens) e impactando mais de 900 passageiros.
Para evitar um colapso na malha aérea e garantir o destino das aeronaves que já estavam em rota para São Paulo, o RIOgaleão (Aeroporto Internacional Tom Jobim), no Rio de Janeiro, atuou como base de contingência. A concessionária carioca informou que recebeu emergencialmente os voos direcionados à capital paulista, operando normalmente e sem precisar cancelar seus próprios pousos ou decolagens.
Operação estendida até a meia-noite
Com a normalização dos sistemas do controle aéreo ainda pela manhã, o desafio passou a ser a readequação da malha fina das companhias aéreas. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciou um levantamento imediato das rotas afetadas para calcular o total de passageiros impactados e garantir a assistência devida.
Para minimizar os transtornos e o acúmulo de atrasos, a Aena (concessionária responsável por Congonhas) anunciou que o aeroporto vai operar em horário estendido, até a meia-noite desta quinta-feira.
A ampliação excepcional do horário de funcionamento foi autorizada pelo Departamento de Controle do Tráfego Aéreo (DECEA), atendendo a um pedido emergencial das companhias aéreas para escoar o fluxo de passageiros retidos.
Com informações de Agência Brasil
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