A chamada Geração Prateada, composta por eleitores com 60 anos ou mais, apresentou um crescimento expressivo de 74% entre 2010 e março de 2024.
Este aumento, que expandiu o contingente de 20,8 milhões para 36,2 milhões de votantes aptos, supera em cinco vezes o crescimento do eleitorado geral no mesmo período, que foi de 15%. A análise, baseada em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) compilados pela Nexus-Pesquisa e Inteligência de Dados, sugere que este grupo demográfico pode se tornar um fiel da balança em eleições acirradas.
A Geração Prateada: Um Bloco Eleitoral em Expansão
Com 36,2 milhões de eleitores aptos em março deste ano, a população com 60 anos ou mais já representa 23,2% do eleitorado brasileiro. A pesquisa aponta que este número ainda pode crescer até o prazo final de cadastro eleitoral em 6 de maio.
Em comparação, o eleitorado total atingiu 156,2 milhões de pessoas, ante 135,8 milhões em 2010. O CEO da Nexus, Marcelo Tokarski, destaca a importância estratégica deste grupo, especialmente em cenários de polarização:
Impacto Estratégico em Cenários Polarizados
“É bastante plausível afirmar que a chamada Geração Prateada (60+) pode ser decisiva nas eleições, embora não se possa dizer que ela, sozinha, definirá o resultado”, afirma Tokarski.
Ele relembra que a diferença de votos entre os principais candidatos na eleição presidencial de 2022 foi inferior a 2 milhões, evidenciando como um contingente populacional expressivo pode influenciar o resultado. Atualmente, um em cada quatro eleitores pertence à Geração Prateada, conferindo-lhe um peso relevante para influenciar pleitos equilibrados.
Longevidade e Envelhecimento Populacional
A tendência de crescimento do eleitorado sênior acompanha o aumento da longevidade e o envelhecimento da população brasileira. Nas últimas três décadas, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais na população saltou de 7% para 16%. Essa mudança demográfica se reflete diretamente no cenário eleitoral, com a Geração Prateada cada vez mais consolidada como um bloco significativo de votantes.
Queda na Abstenção e Engajamento Eleitoral
Um dado relevante é a queda na taxa de abstenção entre os eleitores com mais de 60 anos nas últimas três eleições. Em 2014, a abstenção era de 37,1%, diminuindo para 36,4% em 2018 e chegando a 34,5% em 2022. Em contraste, a abstenção geral do eleitorado brasileiro aumentou no mesmo período.
Mesmo entre os maiores de 70 anos, que historicamente apresentam maior abstenção, houve um comparecimento mais expressivo às urnas, com a taxa caindo de 63,6% em 2014 para 58,9% em 2022.
Candidaturas Sêniores em Ascensão
O cenário eleitoral também tem visto um aumento no número de candidatos com mais de 60 anos. Em 2024, mais de 70 mil brasileiros nessa faixa etária se candidataram, representando 15% do total de candidaturas, o maior índice desde 1998.
Nas eleições gerais de 2022, foram 4.873 candidatos com 60 anos ou mais, correspondendo a 17% das candidaturas. Marcelo Tokarski sugere que esses eleitores, assim como os jovens de 16 a 18 anos, representam faixas etárias a serem conquistadas pelos candidatos, podendo definir os rumos de uma eleição em um contexto político acirrado.
Com informações de Agência Brasil
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