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Empresário chega à marca de sete casarões históricos restaurados no centro de Curitiba

Empresário chega à marca de sete casarões históricos restaurados no Centro de Curitiba

(Foto: Pedro Ribas)

Empresário chega à marca de sete casarões históricos restaurados no centro de Curitiba


Aos 70 anos, Arley Smanhotto finaliza as obras da Casa Maleski, construção de 1914 que sobreviveu a um incêndio. O empresário já iniciou o resgate de mais um endereço tradicional da capital paranaense.

A paixão por construções antigas e pela memória urbana tem transformado a paisagem da região central de Curitiba. Neste primeiro semestre de 2026, o empresário Arley Smanhotto atinge a impressionante marca de sete imóveis históricos totalmente recuperados no bairro.

O projeto mais recente a entrar na fase final de obras é a Casa Maleski. Localizado na esquina das ruas Trajano Reis e Paula Gomes, o casarão foi erguido em 1914 por Francisco Maleski. A edificação serviu como residência até 2009 e, ao longo das décadas, também abrigou comércios como açougue, bar e lotérica.

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O renascimento da Casa Maleski após o incêndio

O desafio de recuperar a Casa Maleski foi imenso. Em 2014, um incêndio destruiu todo o interior do prédio, deixando-o em ruínas por quase uma década. Em 2025, Smanhotto comprou o imóvel dos herdeiros e deu início à reconstrução interna e ao restauro da fachada em estilo eclético.

A Casa Maleski está, literalmente, ressurgindo das cinzas, após um incêndio que consumiu todo o seu interior em 2014. Foram seis meses de recuperação e o casarão está quase pronto para ser locado e receber dois novos negócios que vão ajudar a revitalizar o Centro: um café no térreo e um estúdio de tatuagem no andar superior”, conta o empresário.

Arquitetura que une passado e presente

Os arquitetos Luiz Fernando Colnaghi e Luana Jochinsen assinam o projeto de requalificação. O objetivo foi preservar ao máximo as características do início do século 20. Pisos, esquadrias de janelas, forros em madeira e estruturas metálicas foram pensados para sustentar a memória do espaço de forma discreta e harmônica.

Todas as intervenções foram aprovadas e acompanhadas pelo Setor de Patrimônio Histórico do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

As modernizações foram realmente pontuais e necessárias, como nas partes elétrica e hidráulica, bem como nos banheiros e cozinha. Além de atualizações para adequar o imóvel às atuais normas de acessibilidade, prevenção contra incêndio e reforço estrutural”, explica o arquiteto Luiz Fernando Colnaghi.

Durante a obra, a equipe liderada pelo mestre de obras Josué da Silva fez uma descoberta emocionante. Ao retirar camadas antigas de cimento das paredes que sobreviveram ao fogo, encontraram pinturas decorativas originais. Esses fragmentos foram transformados em “janelas do tempo” e agora integram a decoração do salão principal.

Próximo passo: o resgate da Casa Amarela

O ritmo de revitalização não para. Sem sequer ter finalizado a Casa Maleski, Smanhotto já iniciou as obras na Casa Amarela, localizada na Rua Inácio Lustosa, 416.

Construída por volta de 1910 pela família Reinhardt, a edificação tem um passado rico: abrigou o antiquário de Raul Reinhardt Venhaz e foi a casa de sua bisavó, Anna Reinhardt, uma importante parteira de Curitiba nascida na Alemanha. Originalmente térrea, a casa ganhou um segundo andar em 1938, projetado pelo renomado engenheiro Arthur Bettes.

No projeto de restauro, o antigo quintal será transformado em estacionamento e ganhará um jardim charmoso. O paisagismo vai preservar um poço nostálgico e as árvores frutíferas do local, que costumam receber a visita diária de aves Jacu.

De construtor de rodovias a guardião da memória

Arley Smanhotto dedicou grande parte de sua carreira à construção de rodovias pelo Brasil. Porém, há 15 anos, encontrou uma nova vocação: salvar casarões classificados como Unidades de Interesse de Preservação (UIPs).

Sempre gostei de coisas históricas e, quando voltei a me estabelecer em Curitiba, comecei a comprar imóveis na região central e restaurá-los para alugar a lojistas. Vou continuar a investir e a acreditar no Centro até quando puder”, garante Smanhotto.

O esforço em prol da memória da cidade não passou despercebido. Em 2025, o trabalho do empresário foi reconhecido pelo prefeito Eduardo Pimentel com a Comenda da Ordem da Luz dos Pinhais, a mais alta honraria de Curitiba, devido ao seu alinhamento com o programa de revitalização Curitiba de Volta ao Centro.

Onde ficam os casarões restaurados pelo empresário

Desde 2010, Smanhotto tem dado vida nova a endereços importantes da capital. Confira o roteiro dos imóveis recuperados que hoje movimentam a economia local:

  • Rua Alfredo Bufren: De frente para a Praça Santos Andrade (hoje abriga um salão de beleza).
  • Alameda Augusto Stellfeld: Imóvel convertido em um restaurante.
  • Esquina das ruas Ébano Pereira e Saldanha Marinho: Espaço ocupado por uma livraria.
  • Rua Saldanha Marinho: Casarão que hoje é sede de uma escola de balé.
  • Rua Carlos Cavalcanti (quase esquina com Mateus Leme): Imóvel transformado em bistrô.
  • Rua Barão do Rio Branco, 593: Casa onde nasceu o ex-prefeito e ex-governador Jaime Lerner (hoje abriga um café e restaurante).
  • Esquina das ruas Trajano Reis e Paula Gomes: A recém-restaurada Casa Maleski (futuro café e estúdio de tatuagem).
Empresário chega à marca de sete casarões históricos restaurados no Centro de Curitiba
(Foto: Pedro Ribas)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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