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Atentado em Washington: suspeito de atirar em jantar com Donald Trump é acusado de tentativa de assassinato

Atentado em Washington: suspeito de atirar em jantar com Donald Trump é acusado de tentativa de assassinato

Cole Tomas Allen, de 31 anos, baleou um agente do Serviço Secreto e deixou um manifesto no qual se autointitulava o “Assassino Federal Amigável”. Esta é a terceira grande tentativa de homicídio contra o republicano.

Um jantar de gala da Associação de Correspondentes da Casa Branca, tradicional evento do calendário político de Washington, transformou-se em cenário de pânico na noite do último sábado (25). Um atirador abriu fogo nas dependências do hotel Washington Hilton, visando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e altos funcionários de seu governo.

Trump, que discursaria no final da noite, foi retirado às pressas do palco pelo Serviço Secreto, assim como o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Estado, Marco Rubio. Durante o ataque, o suspeito disparou contra um agente do Serviço Secreto em um posto de controle. O profissional foi salvo pelo colete à prova de balas, recebeu atendimento médico e já teve alta.

O perfil do atirador e as acusações

O autor do ataque foi rapidamente dominado dentro do perímetro de segurança e preso. Identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, ele é morador de Torrance, na Califórnia. Segundo as investigações, Allen viajou de trem da costa oeste até a capital americana e havia reservado um quarto no próprio hotel onde ocorria o evento.

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Nesta segunda-feira (27), o atirador compareceu ao tribunal federal de Washington vestindo um macacão azul de presidiário. Durante a audiência, a promotora Jocelyn Ballantine foi categórica: “Ele tentou assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump”.

Confira o raio-x do suspeito e do processo:

InformaçãoDetalhes
IdentidadeCole Tomas Allen, 31 anos, residente na Califórnia.
Perfil ProfissionalGraduado pelo Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), com mestrado em ciência da computação. Atuava como professor em meio período e desenvolvedor de jogos.
Armamento ApreendidoUma pistola, várias facas e uma espingarda.
Acusações FormaisTentativa de assassinato do presidente; agressão a agente federal; disparo de arma de fogo.
Situação LegalO juiz federal Matthew Sharbaugh ordenou a prisão preventiva (detenção contínua) enquanto o caso avança.

O manifesto do “Assassino Federal Amigável”

A premeditação do crime ficou evidente com a descoberta de um manifesto deixado pelo atirador com familiares. No documento, Allen referia-se a si mesmo como o “Assassino Federal Amigável” e detalhava planos para atingir altos funcionários do governo Trump presentes no evento.

A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, classificou o episódio como a terceira grande tentativa de assassinato contra Trump (após dois atentados em 2024) e culpou a oposição política.

Grande parte do manifesto do suposto assassino é indistinguível das palavras que ouvimos diariamente de tantas pessoas. Todo o Partido Democrata fez seu discurso aos eleitores de que Donald Trump representa uma ameaça existencial à democracia, que ele é um fascista“, declarou Leavitt.

Políticos democratas proeminentes repudiaram publicamente o ataque.

Trump exige reforma na Casa Branca

Após o susto, Donald Trump utilizou suas redes sociais não apenas para falar sobre o atentado, mas para pressionar pela construção de um projeto arquitetônico polêmico: um novo e fortificado salão de baile nos terrenos da Casa Branca. Atualmente, a obra está paralisada por conta de uma disputa judicial.

“Todos os presidentes, nos últimos 150 anos, vêm exigindo a construção de um grande, seguro e protegido salão de baile. Esse evento jamais teria ocorrido com o Salão de Baile militar de nível máximo de sigilo”, argumentou o presidente, que chamou de “ridículo” o processo movido por uma vizinha contra a obra. “Nada deve ser permitido a interferir em sua construção” completou.

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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