(Foto: Felipe Henschel)
Sem pedágio e em minutos: tráfego é liberado na nova ligação entre Matinhos e Guaratuba
Após fim de semana de inauguração e maratona, a nova travessia já está totalmente disponível de forma gratuita para veículos leves, pedestres e ciclistas. Antigo atracadouro dará lugar a um moderno complexo náutico.
A espera de mais de 60 anos chegou ao fim. Desde as 10h da manhã deste domingo (3), o trânsito de veículos na nova Ponte de Guaratuba está definitivamente liberado em ambos os sentidos. A abertura final ocorreu logo após a desmobilização da Maratona Internacional do Paraná, que utilizou a estrutura como percurso durante a madrugada e o início da manhã.
A nova ponte, batizada de Ponte da Vitória, muda completamente a dinâmica de deslocamento no Litoral do Paraná. A travessia entre Guaratuba e Matinhos, que antes dependia das filas e da lentidão do ferry boat, agora pode ser feita em poucos minutos.
Regras para usar a nova Ponte de Guaratuba
A estrutura de 1.244 metros de extensão conta com quatro faixas de rolamento, além de áreas exclusivas e seguras para pedestres e ciclistas. Para garantir a fluidez e a durabilidade da obra (que custou cerca de R$ 400 milhões), o Governo do Estado estabeleceu regras claras de uso:
- Tarifa zero: Não há e não haverá cobrança de pedágio para atravessar a ponte.
- Restrição de peso: O tráfego é permitido apenas para veículos leves e caminhões de pequeno e médio porte (até quatro eixos e limite entre 20 e 26 toneladas).
- Veículos pesados proibidos: Carretas e caminhões de grande porte continuam proibidos de usar a travessia e devem buscar rotas alternativas.
- Velocidade: O trecho faz parte da rodovia estadual PR-412 e conta com fiscalização constante da Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Os motoristas devem respeitar rigorosamente os limites de velocidade da via.
O adeus ao ferry boat após seis décadas
A liberação da ponte marca a aposentadoria oficial do sistema de ferry boat, que iniciou suas operações na Baía de Guaratuba em 1960. Antes das balsas, o acesso à cidade dependia de barcos pequenos ou de uma longa volta por estradas de terra via Santa Catarina.
Embora o contrato com a empresa que opera as balsas ainda tenha 90 dias de vigência legal, o serviço deixa de ser necessário para a população. A partir de agora, as áreas de embarque e atracadouro serão fechadas para a finalização das obras do entorno.
O futuro da baía: um novo Complexo Náutico
Com o fim das balsas, a área que abrigava a estrutura de travessia não ficará abandonada. O Governo do Paraná já possui um projeto de revitalização completa do local, transformando os mais de 30 mil metros quadrados em um moderno Complexo Náutico de Guaratuba.
A previsão é que as obras, custeadas pela iniciativa privada (via concessão de 30 anos), comecem em 2027. O espaço será focado no turismo e lazer, com grande parte destinada ao uso público livre.
O que está previsto no projeto do Complexo Náutico:
| Estrutura | Detalhes e Capacidade |
| Vagas Molhadas | 303 espaços para embarcações atracadas diretamente na baía. |
| Vagas Secas | 400 espaços para embarcações guardadas internamente. |
| Estacionamento | 208 vagas para veículos de visitantes. |
| Comércio e Lazer | Instalação de restaurantes, lojas e áreas para eventos culturais. |
| Investimento Privado | Cerca de R$ 100 milhões para a construção e manutenção do espaço. |

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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