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Segurança nas eleições de 2026: o caminho da biometria e a lacração das urnas

Segurança nas eleições de 2026: o caminho da biometria e a lacração das urnas

(Foto: Rovena Rosa)

Segurança nas eleições de 2026: o caminho da biometria e a lacração das urnas


Das filas nas escolas aos códigos criptografados, entenda as barreiras tecnológicas que protegem a escolha dos eleitores paranaenses.

Quando você chegar ao seu local de votação para escolher seus representantes, o processo de segurança começará diretamente na ponta dos seus dedos. A biometria será usada mais uma vez para votar nas eleições deste ano, estando disponível em todas as seções eleitorais do país para evitar fraudes e garantir a lisura do pleito. Antes mesmo da urna ser ligada, uma longa cadeia de verificação tecnológica já atestou que o seu voto será registrado com absoluto sigilo e rigor.

A sua digital como chave de acesso à urna

O contato inicial do cidadão na cabine de votação baseia-se no reconhecimento físico. O uso das impressões digitais, que começou a ser implementado pela Justiça Eleitoral no ano de 2008, foi adotado especificamente para aumentar a segurança do processo e evitar que uma pessoa possa tentar votar no lugar de outra.

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Esse sistema funciona como um bloqueio físico e lógico: a urna eletrônica só é liberada para computar os números digitados após o cruzamento bem-sucedido da digital apresentada com o banco de dados oficial. Com o aperfeiçoamento da tecnologia ao longo de quase duas décadas, o reconhecimento ocorre em poucos segundos.

Reflexos do cadastro digital nas seções do Paraná

A dinâmica de votação em cidades como Curitiba, Londrina e Ponta Grossa tornou-se substancialmente mais fluida devido ao amadurecimento desse banco de dados. O amplo cadastramento biométrico nas zonas eleitorais do estado do Paraná permite uma identificação praticamente instantânea.

Além de acelerar o atendimento nas escolas públicas e colégios eleitorais, o cruzamento de informações realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) consegue detectar eleitores com registros duplicados no cadastro eleitoral. Isso garante que o planejamento logístico do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) atenda ao número real de pessoas aptas a votar em cada bairro.

Alternativas para quem tiver dificuldades com o leitor

Embora a identificação por biometria seja o padrão de segurança, o eleitor sem cadastro não pode ser impedido de votar. A Justiça Eleitoral prevê soluções rápidas para que ninguém perca seu direito democrático.

  • Se o eleitor não tiver a biometria cadastrada, mas seu título estiver regular, ele poderá votar normalmente apresentando um documento de identificação oficial com foto.
  • Caso o eleitor tenha a biometria, mas a urna eletrônica não a reconheça, o direito ao voto permanece garantido. A orientação oficial permite que a leitura biométrica seja repetida até quatro vezes.
  • Persistindo a dificuldade de leitura, a mesa receptora confirmará a identidade do cidadão por outros meios de conferência do cadastro.
  • Havendo a coincidência correta das informações, o eleitor apenas assina o caderno de votação ou registra a impressão digital com tinta, caso não saiba assinar.

O encerramento definitivo dos códigos de programação

Muitos meses antes de os paranaenses comparecerem às urnas, os softwares que farão a contagem dos votos passam por um fechamento rigoroso em Brasília. A cerimônia de assinatura digital e lacração dos sistemas eleitorais impede qualquer alteração nos programas que operam as urnas eletrônicas após a sua conclusão.

O secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Júlio Valente, explicou que essa cerimônia pública ocorre entre os meses de agosto e setembro, marcando o encerramento do desenvolvimento dos sistemas utilizados nas eleições. É nesse evento que as instituições fiscalizadoras e o presidente da Corte assinam digitalmente os programas, tornando-os definitivos a partir desse momento.

Assinatura digital bloqueia qualquer invasão externa

A assinatura digital funciona como uma proteção matemática complexa. Ela sela o código-fonte, barrando a inserção de comandos maliciosos ou tentativas de invasões hackers. Segundo as autoridades eleitorais, nem o próprio tribunal possui o poder de modificar os sistemas após essa etapa sem convocar novamente todos os auditores.

Nesse momento, os sistemas estão encerrados, são finalizados, nada mais pode mudar. Depois dessa assinatura, mesmo que a Justiça Eleitoral deseje, mesmo que o TSE queira, não é mais possível mexer nos sistemas.” – Júlio Valente secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral

Verificações constantes até a chegada dos resultados

A proteção dos sistemas é acompanhada por diversos procedimentos de conferência ao longo de toda a preparação para o pleito. Nenhuma etapa fica sem o acompanhamento de auditores independentes.

Geração de mídias: Na fase de preparação das urnas, partidos políticos e outras entidades fiscalizadoras podem verificar se os programas instalados nas máquinas são exatamente os mesmos que foram previamente lacrados.

Na seção eleitoral: Antes de a votação começar, o juiz eleitoral realiza a conferência da autenticidade do software instalado em cada equipamento que será usado pelo cidadão.

Transmissão: Procedimentos idênticos de verificação ocorrem nos sistemas responsáveis pela transmissão dos boletins de urna e nos servidores internos do Tribunal Superior Eleitoral.

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O que você precisa saber em resumo

  • A biometria impossibilita que uma pessoa vote por outra e não é obrigatória caso a digital falhe no leitor da urna.
  • O cadastramento digital permitiu ao TSE eliminar títulos duplicados, otimizando as filas de votação nos municípios do Paraná.
  • A lacração e a assinatura digital tornam os softwares eleitorais imodificáveis, com o processo de segurança sendo auditado por diversas entidades antes das eleições.
Segurança nas eleições de 2026: o caminho da biometria e a lacração das urnas
(Foto: Fernando Frazão)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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