(Foto: Divulgação PF)
Pente-fino da Polícia Federal barra tráfico nos aeroportos do Paraná
Operações simultâneas e fiscalizações de rotina desarticulam rotas aéreas de contrabando no interior do estado
A rotina de quem embarca nos terminais aéreos regionais do Paraná mudou radicalmente. O passageiro que utiliza as rotas domésticas para viagens de negócios ou turismo agora divide o espaço com cães farejadores, equipamentos avançados de raio-X e um efetivo policial redobrado. Essa intensificação na segurança afeta diretamente a tranquilidade da população, garantindo que o transporte aéreo não sirva de ponte para o crime organizado escoar produtos ilícitos.
Entre a última sexta-feira e o domingo, as forças de segurança deflagraram uma verdadeira varredura no interior paranaense. A Polícia Federal, atuando muitas vezes em conjunto com corporações locais, interceptou passageiros tentando burlar a fiscalização com drogas e medicamentos de uso controlado. O resultado prático dessa blitz contínua revela que os criminosos encontram barreiras sólidas antes mesmo de os aviões decolarem.
Apreensões simultâneas na tríplice fronteira
O Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu registrou duas ocorrências graves em um intervalo de poucas horas no sábado. Na madrugada, agentes interceptaram um casal que tentava embarcar para São Paulo com mais de 1.700 ampolas e canetas de medicamentos de importação proibida. O material viajava escondido nas bagagens comuns, sem qualquer tipo de refrigeração. Os suspeitos alegaram atuar apenas como transportadores para terceiros.
Pouco depois, a equipe de plantão barrou um jovem de 22 anos que pretendia voar até o Rio de Janeiro. Durante a triagem de segurança, os policiais detectaram volumes estranhos no corpo do rapaz. A inspeção confirmou que ele carregava três quilos de cloridrato de cocaína amarrados ao tronco. Ambos os casos resultaram em prisões imediatas e encaminhamento à delegacia da Polícia Federal na cidade fronteiriça.
Conexão com estados vizinhos e prevenção ativa
A pressão policial se repetiu no Aeroporto Regional de Cascavel durante a manhã de domingo. Uma passageira recebeu voz de prisão em flagrante antes de acessar a sala de embarque rumo a Fortaleza, no Ceará. Ela ocultava cerca de cinco quilos de haxixe na bagagem pessoal. As investigações preliminares apontaram que a droga saiu de Mundo Novo, indicando uma rota de abastecimento que tenta utilizar o oeste paranaense como trampolim logístico.
Para antecipar e neutralizar essas dinâmicas, a estratégia de prevenção também ganhou reforços estruturais. Na sexta-feira, o terminal de Maringá serviu de base para um amplo exercício de segurança aeroportuária. A operação uniu a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Estadual.
Com o apoio especializado de cães farejadores, as equipes rastrearam toda a área de embarque e submeteram as malas despachadas a uma triagem rigorosa. A ação comprova que a fiscalização rigorosa deixou de ser uma medida reativa para se consolidar como um padrão operacional nos terminais do estado.
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Com informações de Agência de Notícias da Polícia Federal
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