Ex-aluno de 19 anos invadiu unidade em Siverek com uma espingarda, disparou contra estudantes e cometeu suicídio. Uma das vítimas permanece em estado crítico em hospital de Şanlıurfa.
O sudeste da Turquia vive um luto tenso nesta quarta-feira (15), um dia após um ataque a tiros chocar a cidade de Siverek, na província de Şanlıurfa. Um ex-aluno de 19 anos invadiu a Escola Secundária Profissional e Técnica da região armado com uma espingarda (caçadeira), disparando aleatoriamente contra estudantes e funcionários. O balanço oficial aponta 16 feridos, sendo que um jovem de 17 anos permanece em estado grave após passar por cirurgia de emergência.
O ataque ocorreu no início da tarde de terça-feira (14), provocando cenas de pânico absoluto. Vídeos divulgados por agências de notícias locais mostram dezenas de adolescentes pulando janelas e correndo pelas ruas adjacentes enquanto o som dos disparos ecoava de dentro do prédio. Após os ataques, o atirador se barricou em uma sala de aula e tirou a própria vida antes da chegada das forças especiais de segurança.
Perfil do atirador e possível motivação
Identificado preliminarmente pelas iniciais M.A.B., o atirador era um ex-aluno que teria sido expulso da instituição no ano passado por problemas disciplinares. Fontes locais indicam que ele vinha postando mensagens enigmáticas em redes sociais nas últimas semanas, sugerindo ressentimento contra a administração da escola.
A polícia turca agora investiga como o jovem obteve a arma, uma vez que as leis de controle de armas na Turquia têm sido alvo de críticas por parte de organizações civis devido à facilidade de acesso a armas de caça em regiões rurais e de fronteira.
Reação das autoridades e investigação
O governador de Şanlıurfa, Hasan Şıldak, visitou os feridos no hospital de Siverek e garantiu que uma investigação rigorosa está em curso. “Nossas equipes de segurança e o Ministério da Educação estão trabalhando juntos para entender as falhas de segurança que permitiram a entrada de um indivíduo armado em nossa escola”, afirmou o governador em comunicado.
Em Ancara, o Ministério do Interior informou que psicólogos e assistentes sociais foram enviados à região para prestar apoio às famílias e aos estudantes traumatizados. A escola permanecerá fechada pelo resto da semana para perícia e para que os vestígios da violência sejam removidos.
Contexto: Debate sobre segurança escolar na Turquia
Embora ataques a tiros em escolas não sejam tão frequentes na Turquia como em outros países, o episódio em Siverek reacendeu um debate nacional sobre a segurança em prédios públicos e o aumento da violência entre jovens. Sindicatos de professores já se manifestaram exigindo a instalação de detectores de metal e o aumento do policiamento no entorno de escolas técnicas localizadas em áreas de maior vulnerabilidade social.
O incidente também coloca pressão sobre o governo para endurecer as penas para o porte ilegal de armas de fogo e espingardas de precisão, que são amplamente utilizadas para caça na região da Anatólia, mas que frequentemente acabam sendo usadas em crimes passionais ou de vingança.
Com informações de Agência Brasil
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