(Foto: Fernando Cremonez)
Londrina aprova liberação de 17 terrenos para moradias populares
Investimento de R$ 700 milhões foca em reduzir o déficit habitacional da cidade
A vida de mais de duas mil famílias que moram em ocupações irregulares ou áreas de risco em Londrina passará por uma alteração direta nos próximos meses. A Câmara Municipal de Londrina aprovou a destinação de 17 terrenos públicos para a construção de habitações populares. O projeto injeta quase R$ 700 milhões no setor imobiliário local. Com isso, o município atende cerca de 60% da demanda imediata de moradores em situação de extrema vulnerabilidade.
Para viabilizar a obra, o Legislativo avaliou e aprovou o Projeto de Lei 192/2026 com um placar de 15 votos favoráveis e quatro contrários. A medida permite a desafetação de espaços públicos urbanos que estavam sem uso específico. Agora, esses locais servirão de base para o programa habitacional gerido pelo governo federal. Os recursos têm origem no Fundo de Arrendamento Residencial (FAR).
Estrutura urbana pronta atende os novos moradores
Diferente de loteamentos construídos em locais isolados, os terrenos selecionados ficam em regiões com infraestrutura consolidada. Os futuros moradores terão escolas, unidades básicas de saúde e linhas de ônibus já em funcionamento perto de casa. Durante a votação, os vereadores retiraram apenas uma das áreas da lista original por meio de emenda parlamentar.
Essa integração diminui o impacto logístico para as famílias que dependem de serviços públicos no dia a dia. A medida complementa o planejamento da Cohab-Ld, que prevê a entrega de outras 680 residências até o fim do ano.
Critérios de seleção e a fila de espera da cohab-ld
O déficit habitacional do município exige ações contínuas. A Cohab-Ld registra atualmente cerca de 60 mil pessoas na fila de espera por uma casa própria. Por causa desse volume, a seleção das duas mil famílias contempladas nesta fase obedecerá a regras rígidas de prioridade estabelecidas para os fundos habitacionais.
O repasse das chaves prioriza três perfis habitacionais:
- Moradores de áreas com risco de desabamento, alagamento ou condições insalubres.
- Mulheres que chefiam sozinhas o núcleo familiar e garantem o sustento da casa.
- Pessoas com deficiência ou famílias que tenham membros com essa condição.
Próximas etapas envolvem sanção municipal e aval financeiro
O avanço do projeto resulta de uma operação institucional conjunta. A liberação dos lotes exigiu tratativas entre a Prefeitura de Londrina, o Governo do Paraná, o Judiciário e a esfera federal. O foco dessa união foi destravar a aplicação de fundos públicos de habitação na região Norte do estado.
A etapa legislativa encerrou com a aprovação em plenário. O próximo trâmite legal exige a assinatura do prefeito de Londrina, Tiago Amaral, para sancionar a lei. Em seguida, as construtoras que venceram a licitação devem entregar os projetos técnicos e os documentos exigidos pela instituição bancária responsável. A liberação do financiamento autoriza o início da movimentação de máquinas nos 17 bairros.
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Com informações de Agência de Notícias da Câmara Municipal de Londrina
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