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Agronegócio exige plano para Nova Ferroeste e pedágio nas eleições do Paraná

Agronegócio exige plano para Nova Ferroeste e pedágio nas eleições do Paraná

(Foto: Canva)

Agronegócio exige plano para Nova Ferroeste e pedágio nas eleições do Paraná


Setor produtivo do interior cobra de candidatos ao governo compromissos claros sobre logística rodoviária e subvenção de seguro rural antes do primeiro turno.

O produtor rural calcula o custo do frete antes mesmo de ligar as plantadeiras para a safra de verão. Transportar a produção de soja ou milho até o Porto de Paranaguá corrói a margem de lucro de toda a cadeia agroindustrial. Essa pressão financeira imediata transformou o debate eleitoral deste ano.

Lideranças do campo e entidades de classe, como a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), colocaram os candidatos ao Governo do Paraná contra a parede. O setor exige tarifas de pedágio menores, garantias contratuais de duplicações rodoviárias e a ampliação urgente do orçamento para o seguro agrícola.

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O tabuleiro político e a resposta às cooperativas

As pesquisas de intenção de voto desenham um cenário competitivo que obriga as campanhas a apresentarem propostas técnicas, fugindo do discurso puramente ideológico. Sergio Moro aparece na liderança com 45% das intenções, seguido por Requião Filho com 24% e Sandro Alex com 17,5%.

Este último, apoiado pela atual gestão de Ratinho Junior, precisou recalcular sua estratégia para consolidar o voto do interior. A resposta veio na oficialização de sua chapa em Curitiba: o candidato a vice, Rafael Greca, assumiu o compromisso público de duplicar a Serra da Esperança na BR-277 e tirar a Nova Ferroeste do papel.

Essa movimentação confirma que o agronegócio dita as regras do plano de governo. Candidatos que evitam fixar cronogramas para essas obras perdem tração rapidamente nos redutos agrícolas. As cooperativas deixaram claro que promessas genéricas não garantem mais apoio financeiro ou político na reta final da disputa.

O nó do pedágio e a urgência nas rodovias

A modelagem das rodovias estaduais e federais trava a competitividade de polos como Guarapuava, Cascavel e Toledo. A FAEP documenta historicamente que a falta de manutenção adequada e o atraso nas concessões geram desperdício no transporte e encarecem os fretes. O produtor exige que os próximos contratos contemplem a redução imediata das tarifas de pedágio em até 50% e descontos progressivos para usuários frequentes.

Os candidatos precisam agora entregar soluções matemáticas viáveis para baratear o transporte. O histórico de concessões problemáticas e impasses judiciais durante as últimas décadas deixou o eleitor do campo extremamente cético.

O setor produtivo monitora se os postulantes ao Palácio Iguaçu possuem força política para pressionar as concessionárias a iniciarem as obras nos primeiros meses de mandato. Sem essas duplicações, o óleo diesel extra consumido nas estradas continuará sangrando o caixa do produtor e da indústria esmagadora.

A promessa ferroviária e o seguro rural

A dependência quase exclusiva do asfalto expõe a principal fragilidade da economia paranaense. A Nova Ferroeste representa a grande esperança logística para reduzir o custo do transporte e aumentar o volume de exportação, interligando o interior do estado diretamente ao litoral.

Lideranças sindicais cobram dos candidatos um alinhamento direto com o governo federal para acelerar as licenças ambientais e captar o investimento privado necessário. Concorrentes que tratam o modal ferroviário como um plano de longo prazo perdem o voto de confiança dos empresários do setor.

Além do gargalo logístico, o clima força os prefeitáveis e candidatos ao Senado, como Alexandre Curi, a negociarem verbas urgentes. As últimas safras de verão registraram perdas severas de produtividade devido às estiagens prolongadas. Isso aumentou drasticamente a dependência dos agricultores em relação às subvenções oferecidas pelo Ministério da Agricultura e complementadas pela Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (SEAB).

O produtor cobra leis que garantam a ampliação expressiva desse orçamento. Sem o seguro rural garantido, o risco de inadimplência trava a compra de novos maquinários e paralisa a economia dos municípios rurais.

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Agronegócio exige plano para Nova Ferroeste e pedágio nas eleições do Paraná
(Foto: Canva)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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