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Agências da Caixa e Banco do Brasil fecham portas devido à greve

Agências da Caixa e Banco do Brasil fecham portas devido à greve

(Foto: Valter Campanato)

Agências da Caixa e Banco do Brasil fecham portas devido à greve


Clientes devem buscar plataformas digitais para serviços bancários enquanto funcionários cobram novos acordos.

Paranaenses que dependem de atendimento presencial na Caixa Econômica Federal vão encontrar portas fechadas a partir desta quinta-feira (10). A paralisação ocorre em âmbito nacional e por tempo indeterminado, interrompendo serviços que exigem a presença física nas agências. No Banco do Brasil, o funcionamento sofre interrupções parciais, atingindo exclusivamente as bases sindicais que rejeitaram a última proposta trabalhista da categoria.

Para minimizar o impacto na rotina da população, as duas instituições financeiras orientam o uso intensivo do ambiente virtual. A recomendação é solucionar as demandas diárias por meio de aplicativos de celular, internet banking e terminais de autoatendimento. Procedimentos estruturais, como o pagamento regular de benefícios, não são suspensos automaticamente por causa do movimento grevista.

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Alternativas para operações bancárias

A estrutura de contingência da Caixa Econômica Federal mantém ativos diversos canais de acesso rápido para não desamparar o público:

  • O aplicativo principal, o sistema de internet banking e a plataforma Caixa Tem operam sem restrições operacionais.
  • O atendimento virtual via WhatsApp e a rede terceirizada de casas lotéricas continuam disponíveis.
  • Caixas eletrônicos, a rede interligada Banco24Horas e os Correspondentes Caixa Aqui processam saques e pagamentos regulares.

O suporte telefônico da estatal funciona pelo número 4004-0104 para quem reside nas capitais, enquanto moradores do interior do estado devem acionar o 0800-104-0104.

Clientes do Banco do Brasil acessam serviços pelo aplicativo oficial, rede de correspondentes bancários e Central de Relacionamento. O contato direto ocorre pelos telefones 4004-0001 em regiões metropolitanas e 0800-729-0001 para as demais cidades. Qualquer operação que dependa exclusivamente dos guichês físicos pode sofrer atrasos devido à falta de funcionários.

Impasses nas negociações trabalhistas

A suspensão do atendimento físico reflete um impasse acumulado após meses de negociações lideradas pela Federação Nacional dos Bancos. Entidades patronais e sindicais assinaram uma nova Convenção Coletiva de Trabalho na quarta-feira (9). O documento base garante a reposição integral da inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, somada a um aumento real de 0,6% estipulado para os anos de 2026 e 2027.

Mais de 90% das bases sindicais atreladas à Caixa Econômica Federal rejeitaram a proposta de renovação específica do banco. O entrave principal reside nas regras do Saúde Caixa, o plano de assistência médica da categoria bancária. Os trabalhadores exigem adequação rigorosa à Norma Regulamentadora 1, que dita padrões de segurança e saúde no ambiente profissional, além de cobrarem o fim de metas de produtividade classificadas como abusivas.

Em resposta à mobilização nacional, a direção da estatal posicionou-se oficialmente por meio de nota:

Mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos empregados e retornou à mesa de negociação com o objetivo de construir um entendimento que contemple os interesses de todas as partes envolvidas”.

Cenário divergente no Banco do Brasil

A adesão à paralisação no Banco do Brasil não unificou os trabalhadores do país. A greve afeta polos específicos que não validaram a convenção coletiva, concentrando o movimento em praças como Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre. A administração do banco defende que a proposta atual resultou de múltiplas rodadas de diálogo, conquistando aprovação na maioria das assembleias realizadas pelo território nacional.

A nova convenção coletiva global, com validade estabelecida até 31 de agosto de 2028, regula as atividades de 414 mil bancários distribuídos em cerca de 3,6 mil municípios brasileiros. O pacto assinado por 171 bancos prevê reajustes sobre os valores de Participação nos Lucros e Resultados, auxílio-creche e vales de alimentação e refeição.

O acordo introduz ainda mecanismos inéditos de proteção à saúde mental, assegura o direito à desconexão fora do horário comercial e impõe limites de transparência ao monitoramento digital das equipes.

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Agências da Caixa e Banco do Brasil fecham portas devido à greve
(Foto: Valter Campanato)

Com informações de Agência Brasil


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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