(Foto: Divulgação Seed-PR)
Fim das salas de madeira no Paraná muda a rotina de milhares de alunos no inverno
Estruturas de aço substituem construções provisórias e resolvem problemas de isolamento térmico na rede estadual de ensino.
O vento gelado que costumava invadir as frestas das paredes de madeira durante os invernos rigorosos do Paraná não faz mais parte da rotina de milhares de estudantes. A substituição dessas estruturas provisórias por módulos definitivos altera o dia a dia nos colégios, eliminando ruídos externos e barrando temperaturas extremas. Essa mudança estrutural impacta o rendimento em sala, oferecendo um ambiente adequado para o foco e a aprendizagem.
Para eliminar esse passivo histórico, o Governo do Estado direcionou um volume expressivo de recursos para a área educacional. O mapeamento oficial apontava a existência de 593 salas de aula construídas em madeira espalhadas por diversas regiões, muitas delas desgastadas por décadas de uso. Desde 2019, as frentes de trabalho desmontaram e substituíram 443 desses espaços, alcançando 121 unidades escolares em 79 municípios paranaenses.
A execução da primeira fase desse projeto exigiu um investimento governamental de R$ 101,2 milhões até o momento. O volume já entregue representa 74,7% de todo o estoque original mapeado pelas equipes de infraestrutura.
Tecnologia metálica acelera obras nas escolas
Em vez de utilizar exclusivamente tijolo e cimento, as equipes de engenharia do Fundepar optaram por um sistema construtivo ecológico. As novas edificações tomam forma a partir de estruturas de aço galvanizado. Esse padrão industrializado garante alta durabilidade contra intempéries e encurta drasticamente o prazo de montagem nos canteiros de obra.
O resultado dessa escolha técnica reflete diretamente no bem-estar das turmas. O material empregado proporciona um isolamento térmico eficiente, bloqueando o calor excessivo no auge do verão e retendo a temperatura agradável nos dias de geada. Além disso, o conforto acústico facilita a projeção da voz dos professores e reduz a distração natural dos alunos com o barulho do pátio ou da rua.
O avanço para zerar o déficit estrutural
A meta da SEED é erradicar 100% dos ambientes de madeira ainda remanescentes na rede pública. O cronograma atual foca na substituição das últimas 150 salas que operam em 58 instituições de ensino. O levantamento dos dados técnicos necessários para as novas licitações avança nos departamentos estaduais para viabilizar as próximas contratações.
Um processo licitatório recente, que já tramita internamente, prevê a instalação de mais 128 salas em 47 colégios estaduais. Algumas unidades, no entanto, possuem limitações físicas de terreno que inviabilizam o uso dos módulos padronizados de aço. Nestas exceções pontuais, os engenheiros recorrerão à alvenaria convencional ou integrarão as novas salas aos projetos de ampliação futura previstos para as escolas.
Manutenção contínua do patrimônio escolar
Apenas construir novos espaços não sustenta a infraestrutura da educação estadual a longo prazo. O uso diário e intenso dos prédios exige respostas rápidas para pequenos reparos hidráulicos, elétricos e estruturais. Para garantir essa agilidade, a administração pública utiliza ferramentas como a Ata de Registro de Preços, que encurta a burocracia na contratação de serviços emergenciais e manutenções corretivas.
Outro mecanismo de conservação ativo nos colégios paranaenses é o Programa Escola Mais Bonita. Através desse repasse direto, os diretores ganham autonomia financeira para executar pinturas, melhorias pontuais e preservar a segurança dos espaços comuns. A combinação entre grandes obras de substituição e a conservação rotineira tenta garantir uma vida útil mais longa aos prédios públicos.
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Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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