(Foto: Divulgação PF)
Operações da Polícia Federal miram máfia italiana e bloqueiam rota do tráfico no Paraná
Ações simultâneas em Curitiba e no litoral bloqueiam contas bancárias de criminosos e barram o envio de cocaína para a Europa e a África
A capacidade financeira das organizações criminosas transnacionais sofreu um baque severo no Paraná. A Polícia Federal alterou a dinâmica de combate ao narcotráfico e intensificou a asfixia econômica contra as quadrilhas que utilizam o estado como base logística.
Ao bloquear contas bancárias e sequestrar imóveis adquiridos com dinheiro ilícito, as autoridades desidratam a estrutura que sustenta o envio de toneladas de drogas ao exterior. Essa estratégia paralisa o fluxo de caixa das facções e reduz drasticamente a criminalidade associada ao tráfico nas cidades paranaenses.
Descapitalização e prisões estratégicas
A Operação Eredità, deflagrada nesta semana em Curitiba, ilustra na prática essa evolução tática. Os agentes federais saíram às ruas para cumprir sete mandados de prisão preventiva e realizar buscas em cinco endereços estratégicos. O foco central da investida consiste em destruir a engenharia contábil criada pelos criminosos para lavar e ocultar o dinheiro sujo.
Além de retirar os operadores financeiros de circulação, a Justiça determinou o congelamento imediato de diversas aplicações bancárias vinculadas às pessoas físicas e jurídicas investigadas. Sem acesso ao capital de giro, os líderes do esquema perdem o poder de corromper rotas, fretar embarcações e aliciar novos colaboradores.
Aliança internacional contra a máfia
O avanço das investigações revelou uma conexão direta e perigosa entre traficantes baseados no Brasil e integrantes da máfia italiana. O trabalho de inteligência mapeou o vínculo dessa organização criminosa com pelo menos 11 grandes apreensões realizadas entre 2019 e 2020. Durante esse intervalo, a quadrilha orquestrou tentativas de exportar mais de 4,6 toneladas de cocaína para diferentes nações na Europa.
Para desmontar essa rede complexa, a diplomacia policial tornou-se essencial. A corporação mantém uma Equipe Conjunta de Investigação (ECI) ativa desde 2020, alinhando as ações do Ministério Público Federal brasileiro com o Departamento Anticrime de Turim, na Itália. Os investigados capturados enfrentarão processos rigorosos, respondendo por lavagem de dinheiro, associação para o tráfico e organização criminosa.
Cerco apertado nos terminais portuários
Enquanto as equipes de inteligência rastreiam transações bancárias, a fiscalização ostensiva mantém o controle sobre os polos de escoamento. O Porto de Paranaguá representa o principal gargalo logístico do sul do país, exigindo monitoramento diário e inspeções minuciosas em milhares de contêineres. O objetivo das equipes de rua é identificar irregularidades estruturais e interceptar os volumes ilícitos antes que os navios deixem a costa brasileira.
Uma ação tática recente comprovou a eficácia dessa barreira litorânea. Durante vistorias nos pátios de embarque, os policiais localizaram aproximadamente 33 quilos de cocaína camuflados no interior de um contêiner no terminal paranaense. A droga foi apreendida e encaminhada para a perícia, dando início a um novo inquérito policial.
Diferente das remessas europeias desarticuladas pela Operação Eredità, este carregamento específico interceptado em Paranaguá tinha como destino final o continente africano, comprovando a tentativa constante dos cartéis de diversificar suas rotas comerciais.
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Com informações de Agência de Notícias da Polícia Federal
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