(Foto: Valquir Kiu Aureliano)
Roteiro ciclístico de 17 km marca o Dia Mundial Sem Carro na capital
O avanço da micromobilidade e o impacto prático de repensar o trajeto diário
O trânsito diário cobra um preço alto em tempo e qualidade de vida. Nesta terça-feira (22), o Dia Mundial Sem Carro propõe uma interrupção pontual no uso do automóvel particular para alterar a dinâmica urbana. Deixar o veículo na garagem reduz o estresse nos congestionamentos e permite explorar Curitiba por perspectivas mais ágeis.
A capital paranaense entrega à população uma malha com 324,1 km de estrutura cicloviária interligando bairros periféricos e a área central, viabilizando rotas rápidas para quem decide contornar os engarrafamentos habituais.
A adoção de modais alternativos ganhou respaldo jurídico rigoroso na última semana. Na sexta-feira (18), a Prefeitura de Curitiba estabeleceu regras diretas para a circulação de veículos elétricos autopropelidos, englobando patinetes, skates elétricos, miniscooters e monociclos. A nova regulamentação define limites operacionais e garante a segurança física de quem divide o espaço urbano com pedestres e ônibus, sob o monitoramento constante da Setran e da Urbs.
O uso de patinetes elétricos compartilhados consolida-se como a principal solução para os deslocamentos de última milha. Desde o mês de julho, a iniciativa privada gerencia 100 pontos de locação e devolução espalhados por polos de tráfego intenso e vocação comercial, cobrindo maciçamente o Centro, o Centro Cívico e o Batel.
“O Dia Mundial sem Carro nos faz um convite para pensarmos sobre como fazemos nossas locomoções pela cidade. Hoje, dispomos de meios menos poluentes e com uma interação maior com a paisagem urbana, como as bicicletas, patinetes e scooters. Devemos todos fazermos esta reflexão.”

Roteiro verde: 17,5 km entre os parques curitibanos
Para transformar o deslocamento em vivência urbana, a administração municipal estruturou um roteiro ciclístico contínuo que conecta os principais cartões-postais da cidade.
O trajeto sugerido tem largada na região central, partindo das imediações do Passeio Público. Os moradores que não possuem bicicleta própria localizam estações de locação de modelos tradicionais e elétricos nas calçadas vizinhas aos tubos de ônibus, ao lado de novos bolsões de patinetes.
A rota avança pela infraestrutura cicloviária em direção ao Bosque João Paulo II. O ciclista conta com espaços apropriados para ancorar as bicicletas, viabilizando caminhadas pelas vias internas do memorial polonês e o acesso imediato ao Museu Oscar Niemeyer. Seguindo o curso natural do Rio Belém por mais 3,5 quilômetros protegidos de veículos maiores, o percurso aterrissa na área norte, adentrando o Parque São Lourenço.
A rota exige esforço físico redobrado na etapa seguinte. Os usuários pedalam pela via anexa à Pedreira Paulo Leminski e à Ópera de Arame, convergindo para o Parque Tanguá. O acesso a este mirante requer navegação pela Rua Eugênio Flor, um trecho de asfalto liso sem ciclovia exclusiva, o que obriga o ciclista a manter cautela defensiva frente aos veículos motorizados. A jornada finaliza no Parque Tingui, contabilizando 17,5 quilômetros de pedalada com diferentes variações de relevo.
As regras de convivência exigem disciplina rigorosa nas áreas de lazer:
- O uso de capacete e equipamentos de proteção permanece obrigatório.
- O condutor precisa desmontar da bicicleta ou do patinete sempre que acessar trechos de uso exclusivo para caminhadas dentro das reservas ecológicas.
- A velocidade demanda controle absoluto em cruzamentos compartilhados com pedestres, famílias e animais de estimação.
A força do ônibus no deslocamento diário
Muitos bairros da capital inviabilizam o uso da bicicleta devido à longa distância até o local de trabalho. Para estas zonas, o transporte coletivo atua como a principal ferramenta de contenção da frota particular de carros. Os dados demográficos comprovam a força deste hábito: 27% dos trabalhadores residentes em Curitiba utilizam o ônibus todos os dias, índice que supera com folga a média nacional de 21%.
Toda a engenharia de tráfego do Sistema Integrado de Mobilidade sustenta essa transferência de passageiros. A operação viária mantém uma frota ativa superior a 1.200 ônibus circulando por 309 linhas expressas, diretas e alimentadoras. Estes veículos interligam 22 terminais de integração espalhados pelos bairros, concretizando 555 mil passagens validadas diariamente.
Turismo urbano e adesão digital sem emissão de carbono
Os moradores que preferem aliar o modal coletivo ao lazer encontram na Linha Turismo a rota ideal. Os característicos ônibus turísticos executam um percurso de 48 quilômetros, realizando paradas pontuais em 26 atrativos ambientais. O circuito integral leva três horas de duração, eliminando o gasto com combustíveis fósseis e o desgaste de procurar estacionamento nas áreas de preservação.
Para mensurar a mobilização cívica desta terça-feira, a gestão pública concentra esforços de conscientização nas redes sociais. A campanha convoca os motoristas a testarem os modais coletivos ou não motorizados na ida e volta do expediente, registrando o impacto da mudança por meio da marcação #DesafioSemCarro.
Nos eixos cicloviários mais movimentados, painéis eletrônicos de instrução repassam orientações contínuas sobre fluidez e compartilhamento seguro do asfalto.
>> Siga o canal do Jornal O Paranaense no WhatsApp

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba
- Roteiro ciclístico de 17 km marca o Dia Mundial Sem Carro na capital - 22 de setembro de 2026
- Respirar melhor: 5 plantas que funcionam como filtros naturais de ar na sua casa - 22 de setembro de 2026
- Hotel em Foz do Iguaçu é o primeiro a receber selo de segurança para mulheres viajantes - 22 de setembro de 2026





