(Foto: Divulgação PF)
Operação da PF bloqueia R$ 1,5 bi de grupo criminoso que extraía areia no Paraná
Investigação aponta que 6,8 milhões de toneladas de minério foram retiradas sem autorização na região de Guaíra
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (24) a Operação Areento de Ouro para desarticular um esquema de extração ilegal de areia no leito do rio Paraná, na região de Guaíra.
Agentes cumprem 16 mandados de busca e apreensão e executam medidas constritivas contra alvos espalhados por dez municípios do Paraná. A ação mira duas organizações suspeitas de retirar mais de 6,8 milhões de toneladas de minério sem licença ambiental.
O desdobramento da investigação resultou no bloqueio imediato de aproximadamente R$ 1,5 bilhão em bens e ativos dos investigados, por determinação da 1ª Vara Federal de Guaíra.
A restrição financeira visa paralisar o poder de operação das empresas de fachada criadas pelo grupo para lavar o dinheiro oriundo da venda do material furtado, além de garantir recursos para uma futura reparação dos danos ao ecossistema local.
Rotas comerciais e lavagem de dinheiro na fronteira
A estrutura desmantelada operava em múltiplas frentes para dar aparência legal ao minério. Os investigados subfaturavam o valor das vendas nas notas fiscais, ocultando o lucro real da extração enquanto escoavam a areia para o mercado da construção civil. O esquema apresentava indícios de atuação transnacional, utilizando a posição geográfica da fronteira do estado para facilitar a ocultação do patrimônio e a movimentação financeira ilícita.
Impacto ambiental no leito do rio Paraná
A remoção de 6,8 milhões de toneladas de areia altera a calha dos rios, prejudica a fauna aquática e acelera a erosão das margens. A mineração de agregados exige rigorosos estudos de impacto prévios, pois o recurso pertence à União e sua exploração clandestina configura usurpação de bem público.
A extração concentrada compromete diretamente a estabilidade geológica da bacia hidrográfica e a qualidade da água que abastece as cidades vizinhas.
Tipificações criminais do inquérito sigiloso
O processo policial corre sob sigilo, mas as evidências reunidas até o momento apontam para um grupo estruturado de infrações. Os envolvidos respondem por crimes contra o meio ambiente, usurpação de bem público, falsidade ideológica, lavagem de capitais e organização criminosa. As condenações para essas práticas somam penas que podem manter os réus reclusos por décadas.
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Com informações de Agência de Notícias da Polícia Federal
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