(Foto: Divulgação IAT)
Polo de resíduos que atende 50 cidades do Paraná será ampliado
Licença ambiental permite que polo do Oeste aumente recebimento diário de lixo industrial e orgânico
O Instituto Água e Terra (IAT) liberou a licença ambiental que autoriza a ampliação massiva da Central de Tratamento de Resíduos de Cascavel.
Com o aval emitido pelo órgão estadual, o complexo passará a processar até 512% mais lixo por dia, recebendo materiais de 50 municípios da região Oeste do estado. A estrutura é administrada pela concessionária Paraná Ambiental Gestão Global de Resíduos.
Para a população dessas cinco dezenas de cidades, a medida garante segurança sanitária imediata e reduz drasticamente o risco de contaminação do solo e dos lençóis freáticos.
O aumento da capacidade resolve um gargalo de destinação de passivos ambientais gerados tanto pelo consumo doméstico quanto pelo forte setor agroindustrial da região. Na prática, a centralização do tratamento evita que as prefeituras precisem gastar recursos públicos criando novos aterros municipais isolados.
Usina de biogás e salto operacional
O projeto aprovado altera a dinâmica diária do aterro de forma agressiva. O descarte de resíduos de classe II (matéria orgânica, plásticos, vidros e metais) saltará de 114 para 698 toneladas a cada 24 horas. Já os materiais perigosos de classe I, que incluem borras químicas, solventes e itens contaminados com óleo, sairão das atuais 17 toneladas para 58 toneladas diárias.
Além do aumento nas células de aterramento, a central construirá uma usina própria para o reaproveitamento do biogás. A estrutura permitirá transformar os gases poluentes gerados pela decomposição do lixo em energia limpa, inserindo o complexo diretamente no conceito de economia circular.
Monitoramento ambiental intensivo
Para mitigar os riscos de uma operação desse porte e evitar acidentes com o chorume, o órgão ambiental impôs condicionantes rígidas à empresa responsável. O escopo técnico abrange desde o controle da Estação de Tratamento de Esgoto até o monitoramento constante das águas subterrâneas sob a área do aterro e da emissão de gases na atmosfera.
“Também foi realizada uma vistoria no empreendimento com o objetivo de constatar a efetiva implementação dos sistemas de controle e proteção ambiental. A partir da análise, foi possível verificar o cumprimento de todos os requisitos ambientais, possibilitando a emissão da licença”, explica Alessandra Nakamura, chefe da Divisão de Licenciamento de Atividades Poluidoras do IAT.
Cidades beneficiadas e novas infraestruturas
O investimento logístico acompanha o aumento da capacidade de recebimento do lixo pesado. As obras recém-licenciadas preveem a construção de uma nova área de triagem, um laboratório próprio de análises e a realocação das bases de lavagem, abastecimento e manutenção da frota de transporte da concessionária.
Para dimensionar o impacto regional da ampliação, a central absorve passivos de polos populacionais e industriais de peso econômico para o estado. Entre os eixos atendidos pelo complexo, destacam-se:
- Recebimento de resíduos de cidades-polo como Toledo, Umuarama e Francisco Beltrão.
- Processamento contínuo de descartes das indústrias e cooperativas de Cafelândia e Assis Chateaubriand.
- Atendimento logístico a pequenos municípios do entorno do Lago de Itaipu, como Santa Helena e Itaipulândia.
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Com informações de Agência de Notícias do Instituto Água e Terra
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