(Foto: Joédson Alves)
Operação de segurança e energia mobiliza militares e ONS no segundo turno
Esquema federal blinda o fornecimento de luz e reforça o transporte de urnas eletrônicas de sábado até segunda-feira.
As Forças Armadas e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) ativaram um esquema de força-tarefa para o segundo turno das eleições neste domingo (25). O plano conjunto envolve 25 mil militares nas ruas e o bloqueio de manutenções na rede elétrica nacional para assegurar a normalidade da votação e da contagem dos votos.
Eleitores de cidades paranaenses com disputa nas urnas, como Curitiba, Londrina e Ponta Grossa, votam sob essa infraestrutura blindada.
As seções eleitorais operam com garantia de energia por meio de restrições de manutenções impostas a concessionárias como a Copel, enquanto as tropas federais ficam à disposição do TRE-PR para qualquer necessidade de suporte ao aparato de segurança pública estadual.
Transporte aéreo e fluvial de urnas
O contingente da Marinha, do Exército e da Aeronáutica atua diretamente na Garantia da Votação e da Apuração (GVA) em 306 municípios de 11 estados.
Outros 39 municípios recebem suporte logístico exclusivo para a movimentação de urnas eletrônicas, materiais e equipes do cartório eleitoral. Helicópteros, aviões, viaturas e embarcações militares transportam os equipamentos para terras indígenas, comunidades rurais e regiões ribeirinhas.
O Centro de Operações Conjuntas, sediado em Brasília, centraliza a movimentação das tropas de forma integrada com órgãos de segurança pública. Os tribunais regionais eleitorais repassam os pedidos de escolta e policiamento, que são executados imediatamente pelos seis comandos militares ativados para a operação.
Monitoramento ininterrupto da rede de energia
O planejamento elétrico congela qualquer obra ou intervenção programada no Sistema Interligado Nacional (SIN) que apresente risco de queda de luz. A medida de segurança entra em vigor na meia-noite de sábado (24) e segue de forma ininterrupta até as 7h de segunda-feira (26).
Empresas de geração, transmissão e distribuição mantêm equipes de sobreaviso para atuar com prontidão máxima em caso de temporais ou imprevistos técnicos.
O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) exige esse grau de alerta durante eventos de impacto nacional. O monitoramento das condições meteorológicas ganha reforço direto nas salas de controle do ONS para antecipar deslocamentos de tempestades rumo aos locais de votação.
Resultados consolidados na primeira etapa
A estratégia repete o modelo técnico aplicado no dia 4 de outubro, durante a realização do primeiro turno. Os relatórios do ONS registraram ausência total de falhas na rede que pudessem paralisar o funcionamento das urnas ou atrasar a transmissão dos dados para os tribunais. O comportamento do sistema elétrico permaneceu dentro de todos os padrões operacionais exigidos.
A Justiça Eleitoral projeta um encerramento rápido da totalização dos votos no domingo, sustentado por essa logística de ponta a ponta. Sem interrupções de energia e com o retorno ágil das urnas de locais de difícil acesso, os vencedores do pleito municipal devem ter seus nomes confirmados nas primeiras horas da noite.
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Com informações de Agência Brasil
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