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Atrações da Bélgica e do Brasil marcam edição 2026 do Festival de Dança de Londrina

Atrações da Bélgica e do Brasil marcam edição 2026 do Festival de Dança de Londrina

(Foto: Fabio Alcover)

Atrações da Bélgica e do Brasil marcam edição 2026 do Festival de Dança de Londrina


Bilheteria está aberta no Sympla para a edição que ocorre até o dia 31 de outubro nos palcos do Teatro Ouro Verde e da Usina Cultural

A edição de 2026 do Festival de Dança de Londrina começa nesta sexta-feira (23) e vai até o dia 31 de outubro, reunindo companhias de diferentes estados brasileiros e uma atração internacional da Bélgica. A programação ocorre em palcos tradicionais da região norte, com destaque para as apresentações noturnas no Teatro Ouro Verde.

A produção é encabeçada pela Associação dos Profissionais de Dança de Londrina e Região Norte do Paraná, com aporte financeiro da Secretaria Municipal de Cultura.

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O público já pode adquirir as entradas por meio da plataforma Sympla, com valores definidos em R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia-entrada.

As atrações gratuitas exigem a retirada prévia de bilhetes no mesmo site, com o teto de três reservas por CPF. Uma cota de acessos sem custo ficará retida para distribuição presencial na bilheteria do teatro, poucas horas antes de cada espetáculo, garantindo o ingresso para quem não utilizou os canais digitais.

A abertura da agenda recai sobre o Ballet de Londrina, companhia oficial do município que carrega mais de três décadas de histórico na formação artística paranaense.

A montagem inédita “A vida é um dia” mobiliza a música ao vivo da Orquestra Bravi e explora as memórias de uma paciente em idade avançada no contexto pandêmico. O roteiro perpassa fatos marcantes da colonização regional até a devastadora Geada Negra de 1975, fenômeno climático severo que dizimou os cafezais e alterou a matriz econômica e demográfica do estado de forma definitiva.

Atrações nacionais e intercâmbio com a Bélgica

A pauta do fim de semana avança com o espetáculo infantil “Fica Comigo”, encenado no sábado (24) pelo grupo goiano Ateliê do Gesto. No domingo (25), o roteiro segue para a Usina Cultural, onde a atriz local Edna Aguiar apresenta o solo “Brasiliana”. A peça recupera relatos da perda de território durante o avanço das rodovias estaduais e possui classificação indicativa restrita para maiores de 18 anos.

O grupo belga Dame de Pic/Cie Karine Ponties, que completa 30 anos de atuação, faz sua primeira turnê brasileira e sobe ao palco do Teatro Ouro Verde na segunda-feira (26).

A coreografia “Soute à bagages” foca na adaptação do corpo humano aos deslocamentos constantes. Na noite de terça-feira (27), a escola municipal Funcart divide os refletores com o Ballet Luana Prado para apresentar trechos dos clássicos do balé “O Quebra-Nozes” e “Dom Quixote”.

Debates e encerramento com filosofia no palco

O cronograma da última semana intercala apresentações abertas, a exemplo da cultura popular maranhense liderada por Ana Maria Carvalho na Concha Acústica, com espetáculos que discutem problemas contemporâneos e ambientais. A Quasar Cia de Dança exibe na quinta-feira (29) um manifesto cênico direto contra o desmatamento do bioma Cerrado.

Logo em seguida, na sexta (30), o ator João Paulo Lorenzon apresenta um recorte do colapso nervoso da vida do filósofo Friedrich Nietzsche, sob a direção de Denise Stoklos e Alessandra Maestrini.

O encerramento do evento ocorre no sábado (31) com a conferência do crítico paulista Henrique Rochelle durante a manhã. À noite, a psicanalista e escritora Viviane Mosé protagoniza o espetáculo “Um sim à vida”.

A autora utiliza o corpo e a voz em cena para fundir os conceitos do teatro e da filosofia, baseando-se em suas publicações impressas sobre a condição humana frente às crises do pensamento ocidental.

Serviço e cronograma de apresentações

Para o planejamento do público que reside no polo regional, a organização centralizou as bilheterias no ambiente digital, mantendo as trocas físicas apenas para o resíduo de cotas de gratuidade. Confira o extrato dos espetáculos que dominam os primeiros dias do festival:

  • 23/10: Ballet de Londrina com “A vida é um dia” (Teatro Ouro Verde)
  • 24/10: Ateliê do Gesto com “Fica Comigo” (Teatro Ouro Verde)
  • 25/10: Edna Aguiar com “Brasiliana” (Usina Cultural)
  • 26/10: Dame de Pic/Cie Karine Ponties com “Soute à bagages” (Teatro Ouro Verde)
  • 27/10: Funcart e Ballet Luana Prado com recortes clássicos (Teatro Ouro Verde)

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Atrações da Bélgica e do Brasil marcam edição 2026 do Festival de Dança de Londrina
(Foto: Layza Vasconcelos)

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Londrina


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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