(Foto: Divulgação SECID)
Região Metropolitana de Curitiba recebe R$ 893 milhões em infraestrutura
Asfalto e iluminação lideram repasses estaduais nas cidades vizinhas à capital
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria das Cidades (Secid), concluiu R$ 893,58 milhões em obras de infraestrutura nos 29 municípios da Região Metropolitana de Curitiba desde 2019.
O montante custeou pavimentação de ruas, instalação de iluminação em LED e construção de equipamentos públicos, como creches e ginásios. O valor reflete apenas os projetos finalizados e entregues à população, sem contabilizar os canteiros de obras que ainda estão em andamento ou em fase de licitação.
Para os moradores dessas cidades, o investimento altera a rotina diária ao eliminar pontos de alagamento crônico, poeira e ruas escuras. O adensamento urbano constante na região exige que as antigas vias de terra deem lugar a estruturas capazes de suportar o fluxo intenso de ônibus e veículos de passeio.
Na prática, o asfalto novo reduz os custos com a manutenção automotiva e encurta o tempo de deslocamento para o trabalho, enquanto a iluminação renovada eleva a segurança noturna em bairros residenciais periféricos.
Impacto direto na mobilidade e no cinturão agrícola
O programa Asfalto Novo, Vida Nova consumiu a maior fatia dos recursos públicos, exigindo R$ 492,6 milhões exclusivos para a pavimentação urbana.
A execução vai além da simples colocação da massa asfáltica superficial. As prefeituras precisam obrigatoriamente incluir galerias de drenagem pluvial, calçadas com acessibilidade, piso tátil e arborização para conseguir acessar o dinheiro estadual, seja via repasse a fundo perdido ou por meio de financiamento.
O cinturão rural da região também recebeu atenção estrutural. As estradas vicinais, vias de terra essenciais para o escoamento logístico, concentraram R$ 142,2 milhões em investimentos. O montante facilita a conexão das áreas de plantio de hortaliças e grãos com as rodovias principais, diminuindo perdas logísticas para os produtores que abastecem diariamente os mercados da capital.
O secretário das Cidades, Fernando Giacobo, aponta a pressão demográfica sobre os municípios como o principal motivador das intervenções ao longo da última gestão.
“A iniciativa prepara o Estado para 2030, quando a estimativa é de que 90% dos paranaenses habitem áreas urbanas. O projeto visa eliminar a poeira e a lama de centenas de pequenas cidades. Mais do que uma política pública voltada para a melhoria da mobilidade urbana, ela representa um impacto positivo significativo na saúde da população.”
Capital avança com licitação para o entorno do Jardim Botânico
A prefeitura de Curitiba utiliza os repasses da Secid para reforçar o próprio orçamento municipal dedicado a obras. Atualmente, a capital tem R$ 80 milhões em plena execução para recapear ruas de diferentes bairros. O prefeito Eduardo Pimentel indicou o preparo de um pacote extra de R$ 250 milhões que está em licitação.
O processo envolve novas capas asfálticas e a construção de trincheira e viaduto nas proximidades do Jardim Botânico, intervenções projetadas para destravar gargalos crônicos do trânsito na ligação com a BR-277.
Cidades adaptam recursos para estradas de terra e escolas
Municípios com realidades geográficas e econômicas distintas destinaram a verba estadual conforme as demandas locais urgentes apresentadas pelos moradores. Colombo, cidade densamente povoada ao norte da capital, aplica o recurso no maior programa de pavimentação do seu histórico. A cidade contabiliza mais de 200 vias já finalizadas ou com obras iniciadas, de acordo com o prefeito e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Assomec), Helder Lazarotto.
Araucária, polo petroquímico e industrial, captou R$ 123,27 milhões. A administração local dividiu a aplicação do dinheiro entre acessos rurais e reformas estruturais emergenciais em escolas da rede municipal.
Já a cidade de Piên, no extremo sul da região e com base econômica ligada à agricultura, focou as frentes de trabalho na base produtiva primária, injetando R$ 19,42 milhões diretamente na pavimentação vicinal.
Construção de creches e espaços de convivência
A liberação dos quase R$ 900 milhões abrangeu a ampliação da infraestrutura social. Os prefeitos da região ergueram novas unidades de ensino, quadras esportivas e renovaram as frotas de maquinário pesado para garantir a manutenção contínua dos bairros. Entre as entregas documentadas nos balanços oficiais, destacam-se:
- R$ 64,6 milhões para compra de maquinário e equipamentos rodoviários.
- R$ 15,6 milhões focados exclusivamente em urbanização e calçadas.
- R$ 11,7 milhões destinados aos complexos de lazer do projeto Meu Campinho.
- R$ 9,5 milhões aplicados em novas creches municipais.
- R$ 3,4 milhões na construção e reforma de ginásios esportivos.
- R$ 3,1 milhões reservados para capelas mortuárias.
A execução descentralizada permite que tanto os centros comerciais das grandes cidades vizinhas quanto os distritos rurais mais afastados recebam atualização de infraestrutura. O modelo reduz a pressão sobre a malha de serviços curitibana e oferece base de qualidade de vida diretamente nos municípios de origem da população.
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Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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