(Foto: Lucilia Guimarães)
Setor de tecnologia responde por expressivos 14,4% do Produto Interno Bruto da capital paranaense, superando centros como São Paulo e Rio de Janeiro.
Curitiba, já reconhecida por ter o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as capitais brasileiras, alcançou um novo destaque ao ter a segunda maior fatia do seu PIB gerada diretamente por empresas de tecnologia. Com 14,4% do seu montante total proveniente deste setor, a capital paranaense posiciona-se como a segunda no ranking nacional neste quesito, à frente de importantes centros econômicos como São Paulo e Rio de Janeiro.
Destaque nacional em tecnologia
O resultado foi divulgado nacionalmente pelo jornal Folha de S. Paulo na última segunda-feira, 21 de abril. Os dados são fruto de uma pesquisa abrangente realizada pela Associação Catarinense de Tecnologia (Acate), em colaboração com a Prefeitura de Florianópolis (SC), cidade que lidera o ranking. “A Prefeitura de Curitiba tem investido em muitas ações em favor das empresas do setor tecnológico, com programas como o Tecnoparque e os Worktibas, contribuindo para que o empreendedor do setor tenha essa gigantesca participação na produção de riqueza da nossa cidade”, destaca o vice-prefeito e secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Paulo Martins, ressaltando o impacto das políticas públicas.
O que dizem os números
Enquanto Curitiba tem seu PIB total calculado em R$ 98 bilhões pelo IBGE (dado que a coloca como a sexta maior economia entre as capitais), o estudo da Acate revela que impressionantes R$ 14,1 bilhões desse total são gerados especificamente pelas empresas de tecnologia sediadas na cidade. Este volume financeiro se traduz diretamente em benefícios concretos para a população, como a geração de empregos de alta qualidade e o aumento da renda na cidade. Programas de apoio da Prefeitura, como o Tecnoparque, que oferece redução do Imposto Sobre Serviços (ISS) de 5% para 2%, beneficiam atualmente 132 empresas do setor, que juntas empregam cerca de 21 mil pessoas.
Base sólida e aceleração recente
A posição de destaque de Curitiba no setor de tecnologia não é fruto do acaso, mas de um investimento de décadas. O presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, Dario Paixão, explica que a cidade tem trabalhado continuamente para atrair e manter empresas de ponta. Um exemplo histórico desse planejamento é a criação da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) há 52 anos, um polo industrial que se tornou referência internacional em qualidade e adoção de novas tecnologias. “Esse movimento seguiu pelas décadas seguintes e foi acelerado nos últimos nove anos, com a criação do ecossistema de inovação da cidade, o Vale do Pinhão”, acrescenta Paixão. O Vale do Pinhão integrou empresas de tecnologia, startups, poder público e universidades com o objetivo comum de fomentar a inovação e o desenvolvimento tecnológico na capital.
Formação de talentos e ambiente para startups
Curitiba também se beneficia de um histórico consolidado na formação de mão de obra qualificada. Anualmente, a cidade forma uma média de 21,3 mil acadêmicos em 720 cursos oferecidos por 55 instituições de ensino superior, incluindo a pioneira Universidade Federal do Paraná (UFPR). A Prefeitura complementa essa formação com cursos nos Liceus de Ofício e, mais recentemente, lançou o Programa Vale-Qualificação, que subsidia cursos para trabalhadores desempregados, visando aprimorar seus currículos e inseri-los em um banco de talentos para empresas. No cenário de startups, Curitiba também se destaca internacionalmente. Em 2023, a capital paranaense foi eleita o 2º ecossistema de inovação emergente mais promissor para startups na América Latina pelo ranking Global Startup Ecosystem Report. Nos últimos nove anos, o número de startups em Curitiba cresceu sete vezes, alcançando 670 empresas. Três delas já atingiram o status de “unicórnios”, superando o valor de mercado de 1 bilhão de dólares: Olist, MadeiraMadeira e Ebanx.
Ranking do percentual do PIB gerado pelo setor de tecnologia (Capitais brasileiras)
Confira as dez primeiras colocadas no estudo da Acate:
- Florianópolis (SC): 25%
- Curitiba (PR): 14,4%
- São Paulo (SP): 12,5%
- Manaus (AM): 10,4%
- Belo Horizonte (MG): 9,7%
- Porto Alegre (RS): 9,3%
- Rio de Janeiro (RJ): 8,3%
- Recife (PE): 8%
- Fortaleza (CE): 6,3%
- Goiânia (GO): 4,8%
Fonte: Pesquisa Acate/Prefeitura de Florianópolis, divulgada pela Folha de S. Paulo
Agência Notícias da Prefeitura de Curitiba
- Alertas no celular e radares: o que mudou no Paraná 15 anos após o desastre no Litoral - 12 de março de 2026
- Com 1.568 feminicídios no ano, Câmara aprova tornozeleira imediata e alertas automáticos para vítimas - 12 de março de 2026
- Guerra no Líbano deixa mais de 600 mortos e 816 mil deslocados em apenas dez dias - 12 de março de 2026





