(Foto: José Fernando Ogura)
Adeus, La Niña: Fevereiro promete calor abafado e retorno da regularidade das chuvas no Paraná
Mês será marcado por tempestades típicas de verão: rápidas, no fim da tarde e com risco de granizo; Litoral deve receber os maiores volumes de água devido à Serra do Mar.
O paranaense pode se preparar para um mês de fevereiro “raiz”: muito calor, sensação de abafamento e aquelas famosas chuvas de fim de tarde. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a grande novidade climática do mês é a saída de cena do fenômeno La Niña.
Após influenciar o clima entre dezembro e janeiro causando irregularidades, o fenômeno perde força e se dissipa.
“Sem a influência deste fenômeno, não esperamos mais chuvas tão irregulares como registramos em dezembro. A tendência é a atuação de massas de ar quente e úmido, que favorecem pancadas de chuva fortes, rápidas e isoladas”, explica o meteorologista Reinaldo Kneib.
Isso significa mais previsibilidade, mas não menos cuidado. A combinação de calor e umidade cria o combustível perfeito para tempestades que podem vir acompanhadas de granizo, muitos raios e rajadas de vento.
Mapa do Calor e da Chuva
Historicamente, fevereiro apresenta volumes de chuva ligeiramente menores que janeiro, mas ainda altos. Confira como fica a previsão por região:
🌡️ Temperaturas
- Onde faz mais calor: Litoral, Extremo Norte, Noroeste e Oeste. As máximas médias superam os 30°C, com mínimas acima de 20°C.
- Onde é mais fresco: Campos Gerais, Centro-Sul e Grande Curitiba. As manhãs começam com 16°C a 18°C e as tardes ficam entre 26°C e 28°C.
☔ Chuvas
- Litoral (Atenção Vermelha): É a região onde mais chove, com acumulados que podem passar de 300 mm (especialmente em Antonina e Paranaguá). A umidade do oceano bate na Serra do Mar e “sobe”, condensando e gerando precipitação abundante.
- Noroeste e Campos Gerais: Chove menos, com médias entre 125 mm e 150 mm (em cidades como Castro e Jaguariaíva).
Tira-dúvidas: Como se mede a chuva?
Você já deve ter notado: às vezes cai um dilúvio no seu bairro, mas na casa do seu amigo, a 5 km dali, não cai uma gota. Isso é a chuva localizada, típica do verão.
Nesta semana, por exemplo, pluviômetros em Pontal do Sul registraram 40,2 mm de chuva na quinta-feira (29), enquanto em Praia de Leste (a menos de 4 km dali) choveu apenas a metade disso.
O que significa “1 mm de chuva”? Pedro Nazário, doutor em meteorologia do Simepar, explica a conta de forma simples:
“Um milímetro de chuva equivale a um litro de água despejado em um metro quadrado. Se você tiver uma caixa d’água de 1m x 1m e chover 1 mm, o fundo ficará coberto por uma lâmina de água de 1 milímetro de altura.”
Classificação de Risco (Defesa Civil): Para entender o perigo de alagamentos, não importa só o volume, mas a velocidade da chuva.
- Moderada: Até 11,4 mm em 15 minutos.
- Forte: Até 20 mm em 15 minutos.
- Intensa: Até 28 mm em 15 minutos.
- Extrema: Acima de 28 mm em 15 minutos.
O Simepar utiliza mais de 140 pluviômetros espalhados pelo estado, além de radares meteorológicos, para criar o “gráfico de chuva espacializada”, ferramenta vital para agricultores e para a defesa civil monitorarem riscos em tempo real.

Com informações de Simepar
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