Publicidade
Publicidade
Publicidade

Antiga estação ferroviária: Museu de Londrina reabre com nova estrutura

Antiga estação ferroviária: Museu de Londrina reabre com nova estrutura

(Foto: Divulgação)

Antiga estação ferroviária: Museu de Londrina reabre com nova estrutura


Com um acervo de 1,3 milhão de itens, a antiga estação ferroviária recebeu R$ 1,5 milhão em investimentos para modernizar a rede elétrica e proteger a história da cidade.

A espera acabou para os amantes da cultura e da história no Norte do Paraná. O Museu Histórico Padre Carlos Weiss, um dos principais cartões-postais de Londrina, reabre suas portas para o público no dia 28 de maio. A cerimônia oficial de inauguração acontecerá às 19 horas, na área externa do prédio.

O local estava com as visitas suspensas desde setembro de 2024 para passar por uma reconstrução completa e muito necessária em toda a sua infraestrutura elétrica. Agora, com a casa renovada, o museu volta a cumprir seu papel de guardião da memória local.

Publicidade

De porão de colégio a principal cartão-postal da cidade

O Museu Histórico Padre Carlos Weiss não nasceu grande. A instituição iniciou suas atividades de forma modesta em 1970, nos porões do Colégio Hugo Simas, a partir do esforço de professores e estudantes do curso de História.

Em 1974, o espaço ganhou força ao se transformar em um órgão da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Mas foi apenas em 1986 que o museu ganhou sua “casa definitiva” e mais famosa: o icônico prédio da antiga Estação Ferroviária da cidade.

Hoje, a instituição vai muito além de guardar objetos antigos. O museu desenvolve ações para proteger o patrimônio histórico, serve de campo de estágio para universitários da UEL e atua como um espaço vivo para movimentos culturais, sociais e científicos da região.

Não é à toa que o local atrai tanto a atenção pública. Seu acervo conta com impressionantes 1,3 milhão de itens, incluindo documentos raros, arquivos de áudio, fotografias e objetos tridimensionais. Nos dois anos antes da reforma, o museu registrou quase 50 mil visitantes vindos de mais de 30 países, alcançando uma média de mais de 2 mil pessoas por mês — sendo metade desse público formado por estudantes interessados na história do Norte paranaense.

Uma reforma de R$ 1,5 milhão para proteger o patrimônio

Para garantir a segurança desse imenso volume de visitantes e a preservação das peças históricas, o Governo do Estado investiu R$ 1,5 milhão nas obras. O recurso foi repassado por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

Como o prédio original foi construído na década de 1940, toda a rede de fiação precisava ser trocada. A obra substituiu circuitos, caixas de passagem e condutores. Com a nova rede elétrica, o museu agora suporta a instalação de modernos sistemas de ar-condicionado nas galerias, controlando a temperatura e evitando que documentos e objetos antigos se deteriorem com o calor.

A diretora do museu, Edmeia Ribeiro, destacou o impacto dessas melhorias para a instituição:

O prédio foi construído na década de 1940 e passou por melhorias na estrutura física que vão permitir visitações mais seguras.”

O que o visitante vai encontrar de novo e os próximos passos

Aproveitando que as peças precisaram ser movidas de lugar durante a troca da fiação, a equipe do museu trabalhou na renovação dos espaços de exposição. As vitrines receberam nova pintura e o setor administrativo (no primeiro andar) já conta com as salas totalmente climatizadas.

A diretora adiantou que o trabalho de revitalização não para por aqui. Estão previstas as seguintes melhorias para o futuro próximo:

  • Pintura completa da fachada do prédio.
  • Recuperação do beiral de madeira e das grades (gradil) da área externa.
  • Obras de acessibilidade nos banheiros externos para pessoas com deficiência.
  • Nova pintura para os dois clássicos vagões de trem que ficam estacionados na antiga plataforma de embarque.

Serviço: como planejar sua visita

Com a reabertura, o espaço volta a estar disponível para toda a população. É o passeio ideal para a família no fim de semana ou para pesquisas acadêmicas. Confira os detalhes para se programar:

  • Público: Aberto ao público em geral.
  • Formato: Visitas individuais espontâneas ou em grupos (com agendamento prévio).
  • Endereço: Rua Benjamim Constant, 900, Centro de Londrina (no prédio da Antiga Estação Ferroviária).
  • Telefone para contato e agendamentos: (43) 3371-1975.
  • Site oficial: sites.uel.br/museu

Horários de visitação:

  • Terça a sexta-feira: das 9h às 17h30.
  • Sábados: das 9h às 17h.
  • Domingos: das 13h30 às 17h.
Antiga estação ferroviária: Museu de Londrina reabre com nova estrutura
(Foto: Divulgação)

Com informações de Agência de Notícias da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
Publicidade

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *