(Foto: Maxim Shemetov)
Ucrânia dispara 620 drones contra Moscou e deixa cidades sem energia
A ofensiva de Kiev paralisa operações logísticas na capital russa e compromete o fornecimento elétrico em regiões anexadas, deixando feridos.
O amanhecer desta terça-feira revelou um cenário de blecautes e interrupções logísticas severas para milhares de moradores de Moscou e da península da Crimeia. A rotina de civis e grandes empresas foi alterada de forma abrupta após uma investida com 620 drones lançados pela Ucrânia durante a madrugada. Centros de distribuição de gigantes do comércio eletrônico foram danificados, enquanto comunidades inteiras no sul russo e em territórios anexados amanheceram sem eletricidade.
Blecautes e crise energética no território anexado
A Krymenergo, principal fornecedora de energia da Crimeia, confirmou que múltiplos distritos enfrentam uma situação crítica. Povoados nas zonas noroeste, leste e sul da península perderam completamente o acesso à rede elétrica após os ataques noturnos. A região, sob controle de Moscou desde 2014, tornou-se um alvo constante das forças de Kiev, que tentam desestabilizar a infraestrutura que dá suporte às operações militares e à vida civil local.
O uso coordenado de veículos não tripulados para minar o fornecimento de serviços básicos e desgastar as defesas adversárias tem sido uma estratégia central na linha de frente atual.
Ofensiva mira centros de distribuição e comércio
Na região metropolitana de Moscou, o foco dos artefatos incluiu a infraestrutura de consumo. Um dos locais atingidos foi o complexo de armazenamento da Wildberries, a maior plataforma russa de comércio eletrônico. Embora a companhia tenha reportado apenas danos em uma das paredes do depósito, o local tem um histórico de ser alvo desde a invasão em grande escala ocorrida em 2022.
A insistência em atacar armazéns e polos logísticos civis evidencia a vulnerabilidade das cadeias de suprimento russas, além de tentar impor um ritmo mais lento ao abastecimento interno durante o prolongamento do conflito bélico.
A resposta de defesa russa e as vítimas do bombardeio
Os sistemas de defesa antiaérea operaram em capacidade máxima para conter o que foi classificado como um dos maiores ataques aéreos da guerra sobre o território russo.
“As forças russas abateram 180 dos drones sobre a região de Moscou e os serviços de emergência estavam atuando nos locais das quedas“, informou o prefeito de Moscou, Sergei Sobyanin.
Apesar das interceptações massivas, os destroços dos equipamentos não tripulados causaram estragos ao cair em áreas residenciais e comerciais. O governador regional, Andrei Vorobyov, confirmou que as quedas e explosões deixaram pelo menos três pessoas feridas, incluindo uma menina de 10 anos, gerando pânico entre as famílias que residem nos arredores da capital.
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O que você precisa saber em resumo
- Ucrânia lançou 620 drones contra a região de Moscou e a Crimeia em uma ofensiva aérea de proporções históricas para o conflito.
- A infraestrutura energética da Crimeia foi duramente comprometida, resultando em apagões generalizados no sul, leste e noroeste da península.
- Centros logísticos, incluindo um depósito da gigante do comércio online Wildberries, foram danificados, e os destroços deixaram civis feridos, incluindo uma criança.
Com informações de Agência Brasil
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