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Jovens de Curitiba faturam ouro no Pan-Americano de Esgrima no Peru

Jovens de Curitiba faturam ouro no Pan-Americano de Esgrima no Peru

(Foto: Valcir Galor)

Jovens de Curitiba faturam ouro no Pan-Americano de Esgrima no Peru


A iniciativa pública municipal transformou jovens talentos das pistas locais em campeões continentais no Peru

As aulas gratuitas de esgrima oferecidas no Centro de Esporte e Lazer Afonso Botelho, no bairro Água Verde em Curitiba, ultrapassaram as fronteiras locais para alcançar o pódio internacional. O projeto esportivo focado em crianças e adolescentes acaba de formar campeões continentais durante o Campeonato Pan-Americano Infantil e Veterano de Esgrima.

A estrutura pública fornece as pistas, os equipamentos de segurança e a instrução técnica necessária para as famílias. Essa iniciativa insere os jovens da capital paranaense em uma modalidade olímpica tradicionalmente restrita a clubes particulares de alto custo.

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O investimento de base rendeu resultados práticos na competição sediada em Lima, no Peru, realizada entre os dias 15 e 22 de agosto de 2026. Jovens descobertos pela Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude (Smelj) viajaram com o suporte logístico do Programa de Incentivo ao Esporte da Prefeitura de Curitiba.

O financiamento público cobre despesas essenciais de passagens e hospedagem, permitindo que as promessas locais enfrentem as principais delegações da América do Norte e da América Latina de igual para igual.

Domínio técnico no sabre feminino

A atleta Manuela Hansen protagonizou o melhor desempenho da equipe curitibana ao conquistar a medalha de ouro na modalidade sabre feminino Infantil B. Ela disputou o torneio na categoria destinada especificamente a meninas nascidas nos anos de 2015 e 2016.

Durante toda a fase de classificação preliminar, a esgrimista manteve uma campanha invicta ao superar seis adversárias consecutivas na pista. Esse rendimento sem falhas garantiu o primeiro lugar geral na chave e a passagem direta para a fase de oitavas de final.

Nas etapas eliminatórias, o controle mental e técnico da jovem continuou alto frente às atletas internacionais. Ela derrotou a mexicana Danna Olivares e a também mexicana Eva Sofia Martinez pelo mesmo placar elástico de 10 a 4. Na fase semifinal, a atleta repetiu a agressividade tática e superou a norte-americana Charlotte Zhou novamente por 10 a 4. A disputa pelo título pan-americano exigiu paciência e precisão nos ataques, mas resultou na vitória por 10 a 9 contra a norte-americana Zoe Radell.

A versatilidade da atleta também garantiu pódios em modalidades de armas distintas. Manuela conquistou a medalha de bronze na disputa de espada Infantil B e alcançou a nona colocação no sabre Pré-Cadete. A transição entre as armas exige da esgrimista uma readaptação motora rápida durante a competição. O sabre permite pontuar utilizando a lâmina inteira em ações de corte, enquanto a espada contabiliza apenas toques de ponta realizados em qualquer parte do corpo do adversário.

Resultados consistentes no cenário continental

Outros nomes revelados na capital paranaense também consolidaram posições no ranking pan-americano juvenil. Henrique Lopes competiu simultaneamente em três categorias masculinas diferentes, fechando a participação com o quinto lugar no sabre Infantil B. O esgrimista ainda garantiu o nono lugar na espada Infantil B e a 12ª posição no sabre Pré-Cadete. A jornada contra atletas de outras escolas de esgrima fornece aos curitibanos uma métrica exata do nível exigido nos circuitos mundiais.

Na categoria Pré-Cadete, Helena Pires encerrou as disputas de sabre ocupando a 11ª posição geral na tabela. Ao lado dela, Helena Pick Ornaghi representou Curitiba no torneio de espada da mesma faixa etária e conquistou o 12º lugar. Todo o grupo viajou sob a supervisão técnica direta do treinador Gabriel Assis. O profissional também recebe fomento financeiro via edital da Smelj para viabilizar o acompanhamento esportivo de alto rendimento fora do Brasil.

Como funciona a prática da esgrima

A esgrima é um esporte de combate no qual dois oponentes utilizam armas brancas para tocar o adversário e evitar ataques simultâneos. A área de competição, conhecida como pista, tem 14 metros de comprimento e exige movimentação linear rápida e constante. O objetivo central da disputa é somar pontos por meio de toques válidos, registrados imediatamente por um sistema eletrônico de sensores conectado aos trajes de proteção dos atletas.

As competições oficiais ocorrem com três tipos diferentes de armas: o florete, a espada e o sabre. Cada equipamento possui regras específicas de peso, formato da lâmina e áreas-alvo válidas para pontuação. Na espada, por exemplo, a ponta da arma pode atingir qualquer parte do corpo do oponente para validar o ponto. Já no sabre, arma que rendeu o ouro para a equipe de Curitiba, a área de alvo fica restrita da cintura para cima, englobando o tronco, os braços e a máscara, e os pontos podem ser marcados tanto com a ponta quanto com o corte da lâmina.

Essa dinâmica técnica exige dos praticantes um alto nível de condicionamento cardiovascular, flexibilidade nas pernas e reflexos rápidos. Além da aptidão física extrema, a leitura tática do combate precisa ser imediata para antecipar movimentos. Os profissionais da área costumam definir a modalidade como um xadrez físico, pois cada investida exige o cálculo mental de múltiplas defesas e contra-ataques possíveis em frações de segundo.

Estrutura pública como funil de talentos

A trajetória dos medalhistas no Peru comprova a viabilidade das políticas públicas voltadas à iniciação esportiva municipal. O programa Esgrima na Praça elimina a barreira do alto custo inicial da modalidade, que exige a importação de máscaras, coletes elétricos, cabos e armas homologadas. As crianças inscritas no complexo da Praça Afonso Botelho aprendem os fundamentos de deslocamento, ataque e defesa gratuitamente antes de avançarem de nível.

Ao consolidar a técnica básica nas instalações da prefeitura, os jovens ganham a maturidade física e tática necessária para enfrentar ambientes de alta pressão. A estrutura mantida pela administração municipal opera como um funil de captação primária, que posteriormente encaminha esses talentos para o aperfeiçoamento em academias e clubes especializados. Esse ciclo contínuo de formação e financiamento garante a renovação das equipes estaduais e consolida a cidade como um polo exportador de atletas olímpicos.

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Jovens de Curitiba faturam ouro no Pan-Americano de Esgrima no Peru
(Foto: Divulgação SMELJ_

Com informações de Agência de Notícias da Prefeitura de Curitiba


Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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