(Foto: Ari Dias)
Exportações pelos portos secos de Foz do Iguaçu e Guaíra crescem até 21% no Paraná
Estruturas no Oeste do Estado se consolidam como rotas estratégicas para o comércio com o Paraguai. Para dar conta da demanda, Foz do Iguaçu ganhará um novo e moderno terminal aduaneiro ainda este ano.
Embora o Porto de Paranaguá seja o grande gigante do escoamento no Paraná — embarcando 42,8 milhões de toneladas para o exterior apenas no ano passado —, os portos secos localizados no Oeste do Estado têm ganhado um protagonismo silencioso e estratégico.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pelo Ipardes, revelam que as exportações via Foz do Iguaçu e Guaíra cresceram até 21% desde 2018, ultrapassando a marca de 2,1 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas.
O avanço nas fronteiras do Oeste
O levantamento mostra uma evolução expressiva nas estruturas aduaneiras que ligam o Brasil aos países vizinhos. O desempenho de cada terminal foi o seguinte:
- Foz do Iguaçu: A alfândega registrou a passagem de 2 milhões de toneladas de mercadorias exportadas, um aumento de 21,2% em comparação a 2018 (quando o volume foi de 1,66 milhão).
- Guaíra: A estrutura contabilizou 128,5 mil toneladas exportadas, o que representa uma elevação de 15,8% em relação às 110,9 mil toneladas registradas há seis anos.
Paraguai é o principal destino das mercadorias
Devido à localização fronteiriça privilegiada, o mercado paraguaio é o principal destino dos produtos que passam por essas duas cidades. No entanto, o perfil das cargas varia um pouco entre as alfândegas:
- Por Foz do Iguaçu: Os caminhões cruzam a fronteira carregados principalmente com fertilizantes, cimento e placas para pavimentação e revestimento.
- Por Guaíra: O destaque fica para o escoamento de cebolas, amidos e féculas modificadas, além das placas de revestimento.
Hub logístico atrai cargas de outros estados
O sucesso dos portos secos paranaenses não se resume aos produtos fabricados localmente. As estruturas em Foz do Iguaçu e Guaíra funcionam como um verdadeiro “hub” logístico nacional, escoando também mercadorias que saem das indústrias e lavouras de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
Para o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, a atração de cargas de fora comprova a eficiência do planejamento logístico estadual.
“Sem uma malha rodoviária adequada, por exemplo, não seria possível atingir o crescimento da movimentação de mercadorias nas alfândegas espalhadas pelo Estado. Além disso, essa movimentação é importante para a nossa economia e para a balança comercial”, analisa.
Novo porto seco em Foz do Iguaçu deve dobrar a capacidade
Para dar conta dessa demanda crescente e modernizar a operação, Foz do Iguaçu receberá um novo porto seco ainda este ano. A construção e operação estão sob a responsabilidade da empresa Multilog, com apoio do Governo do Estado e da Receita Federal.
O novo projeto tem dois grandes objetivos: dobrar a capacidade de cargas na Tríplice Fronteira e retirar o trânsito pesado de caminhões da área urbana — um problema crônico causado pelo terminal atual, que apenas no ano passado processou 5,15 milhões de toneladas de cargas totais (importação e exportação) e recebeu 215 mil caminhões.
A nova estrutura contará com a implantação de pátios muito maiores para os caminhões, áreas cobertas para vistoria e armazenagem, além de docas exclusivas e câmaras frias para produtos que exigem um controle rigoroso de temperatura.

Com informações de Agência de Notícias do Governo do Paraná
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