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Copel atinge 5,3 milhões de clientes e registra alta no consumo de energia em 2026

Copel atinge 5,3 milhões de clientes e registra alta no consumo de energia em 2026

(Foto: Divulgação Copel)

Copel atinge 5,3 milhões de clientes e registra alta no consumo de energia em 2026


Aumento reflete a maior atividade econômica no Paraná e a expansão da base de clientes. Destaque do balanço foi o salto de 30,2% no número de consumidores no Mercado Livre de Energia.

A Companhia Paranaense de Energia (Copel) encerrou o primeiro trimestre deste ano com um balanço positivo no consumo de energia elétrica em sua área de atuação. O mercado faturado da empresa registrou um crescimento de 2,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, atingindo a marca de 9,13 mil gigawatts-hora (GWh) consumidos.

Segundo o relatório da companhia, esse avanço foi diretamente tracionado pelo aumento da demanda nos segmentos residencial e comercial. O resultado é um reflexo do aquecimento da atividade econômica no Estado e do crescimento contínuo da base de clientes da empresa ao longo dos últimos meses.

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Comércio e residências lideram a alta

No chamado “mercado cativo” — aquele em que o consumidor comum compra energia diretamente da distribuidora local com tarifas reguladas —, a Copel encerrou o mês de março contabilizando um total de 5,3 milhões de clientes.

Apenas neste segmento tradicional, a alta registrada foi de 1,8% no ano, totalizando 5,29 milhões de unidades consumidoras. A abertura de novos estabelecimentos de comércio e serviços urbanos ajudou a sustentar essa curva ascendente de consumo no Estado.

O “boom” do Mercado Livre de Energia

O dado que mais chamou a atenção no balanço trimestral da Copel, no entanto, foi o forte desempenho no Ambiente de Contratação Livre (ACL). O número de clientes no Mercado Livre de Energia disparou impressionantes 30,2%, chegando a 7,51 mil clientes.

Esse salto estrondoso na Copel reflete uma grande mudança que está acontecendo em todo o Brasil. Com regras mais flexíveis aprovadas recentemente pelo setor elétrico, empresas de médio e grande porte estão abandonando o mercado cativo para comprar energia diretamente de comercializadoras. Nesse ambiente, elas podem negociar preços, prazos e até mesmo exigir que a energia venha de fontes 100% renováveis (como eólica e solar).

Dados recentes da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) consolidam esse cenário: o Paraná é hoje o segundo estado do Brasil que mais registra migrações para o mercado livre, ficando atrás apenas de São Paulo. A forte vocação industrial e de serviços do estado tem acelerado essa busca por redução de custos na conta de luz.

Desempenho na rede e volume total de vendas

Para explicar os números de forma transparente, a Copel também divulgou o balanço do seu “mercado a fio”. Esse indicador contabiliza, de forma física, toda a energia que trafega pelos postes e linhas de transmissão da companhia, independentemente de quem vendeu a energia para o cliente final.

Nesse recorte, o panorama trimestral foi o seguinte:

  • Tráfego na rede: Excluindo os números de mini e microgeração distribuída (como as casas e empresas que possuem placas solares próprias), a energia consumida no mercado a fio avançou 2,5% na comparação anual, somando 8,63 mil GWh.

  • Volume total de vendas: Somando todas as suas operações e frentes de negócios, a companhia comercializou um total de 17,6 mil GWh de energia ao longo dos três primeiros meses do ano.

  • Queda pontual: Apesar do aumento do consumo local dentro do Paraná, esse volume global comercializado pela companhia representou uma retração de 5,7% em comparação com o primeiro trimestre de 2025.
Copel atinge 5,3 milhões de clientes e registra alta no consumo de energia em 2026
(Foto: Divulgação Copel)

Alfredo R. Martins Jr. é jornalista e a voz principal do Jornal O Paranaense. Formado em Comunicação Social com especializações em Marketing e Gestão de Comunicação, possui mais de 17 anos de experiência na análise do cenário paranaense. Sua missão é traduzir a complexidade da política, economia e cultura do estado em informação clara, acessível e relevante para o leitor.
Alfredo R. Martins Jr.
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